“Existem várias maneiras de aumentar a sua biblioteca eletrônica, com ótimos livros teológicos e devocionais, sem ter que gastar nada. Uma das maneiras é baixar gratuitamente o software Logos e, depois, baixar os livros gratuitos que a Logos dá mensalmente, bem como os livros que estão no catálogo por US$ 0,00.

Também existem pastores e teólogos contemporâneos, que têm prazer em liberar seus livros gratuitamente, como é o caso de John Piper, John Frame e Vern Poytress. Em nossa época digital, clássicos teológicos também podem ser encontrados no Google Books, Guttemberg Project, Archive.Org e diversos outros websites. Em vários deles é possível baixar o livro em PDF, ou no formado do Kindle.”

 

 

Baixar Grátis Livros Teológicos e Devocionais em Português

(Livros liberados pelas próprias editoras)

Baixe gratuitamente 29 e-books por Paul Washer

 

Livros completos e parciais

 

https://livros.gospelmais.com.br/evangelicos/download-de-ebooks

– alguns livros completos e vários livros com visualização parcial.

 

 

 

– alguns dos livros,  incluindo comentários bíblicos de João Calvino estão disponíveis para baixar gratuitamente, outros são vendidos. https://www.os-puritanos.com/downloads

 

 

– Revistas eletrônicas do CPAJ.

 

 

 

 

Baixe Livros gratuitos de teologia e devocionais na bíblia TheWord em português e outras línguas

Saiba como instalar em seu computador a Biblia TheWord com todos os livros disponíveis nela. Clique AQUI.

Livros gratuitos do mês da Logos:

.https://www.logos.com/free-book-of-the-monthhttps://www.logos.com/es/librogratuitohttps://verbum.com/free-book-of-the-monthhttps://ebooks.faithlife.com/free-book-of-the-month .

Como baixar o programa Logos gratuitamente

https://portugues.logos.com/2015/08/28/logos-de-graca/ .

Como conseguir outros livros de graça no Logos

Lista de livros gratuitos na Logos.Lista de livros gratuitos da Faithlife (livros devocionais)Fórum com várias dicas de como conseguir livros de graçaLista de livros gratuitos da Noet (livros clássicos)..

 

Livros teológicos gratuitos em inglês

(evidentemente, nenhum desses websites apresentam livros piratas, mas livros liberados pelo autor ou livros de domínio público. Pirataria é pecado!) https://www.desiringgod.org/books/all https://frame-poythress.org/ebooks/ https://www.google.com/search?q=Theology&tbm=bks&prmd=ivn&source=lnt&tbs=bkv:r&sa=X&ved=0ahUKEwia0JjrwOTaAhULmoMKHfpyCd0QpwUIHQ&biw=1112&bih=732&dpr=2 http://www.ntslibrary.com/theology-PDF-books.htm https://archive.org/details/Princeton https://www.crossway.org/articles/free-e-book-what-is-biblical-theology-by-james-hamilton/ http://www.gutenberg.org/ebooks/44035 https://www.monergism.com/topics/free-ebooks https://www.thegospelcoalition.org/blogs/justin-taylor/louis-berkhofs-systematic-theology-now-free-as-an-ebook/ https://www.monergism.com/400-free-ebooks-listed-alphabetically-author http://www.goldenstate.edu/resources/free_books.htm http://voiceoftruthblog.com/free-theology-books-for-kindle https://www.ligonier.org/freeresource/ https://www.cross-points.org/massive-list-of-free-christian-ebooks-for-amazon-kindle/

FONTE: https://yvaga.com.br

AUXÍLIOS EXTERNOS PARA A INTERPRETAÇÃO GRAMATICAL

 

1. Auxílios Externos Valiosos.

 

Os auxílios externos para a interpretação gramatical da Escritura (incluindo a lógica), compreendem os seguintes:

 

a. Gramáticas

 

  1. Para o estudo do Antigo Testamento: Ewald, Gesenius-Kautzsch, Green, Wilson, Davidson, Harper, Noordtzij.

 

  1. Para o estudo do Novo Testamento: Winer (inglês: Winer-Moulton e Winer-Thayer), Buttmann (inglês: Buttmann-Thayer), Blass, Moulton, Robertson, Robertson-Grosheide.

 

b. Léxicos

 

  1. Para o Antigo Testamento: Gesenius-Buhl (tradução para o inglês de uma edição antiga de Gesenius por Tregelles), Fuerst, Siegfried-Stade, Koenig, Brown, Driver e Briggs.

 

  1. Para o Novo Testamento: Robinson, Thayer, Harting (holandês), Abbott- Smith, Souter, Cremer (Biblisch-Theologisches Woerterbueh, 10a ed. por Koegel, trad. para o inglês da quarta edição), Baljon, Grieksch-Theologisch Woordenboek.

 

c. Concordâncias

 

  1. Para o Antigo Testamento: Fuerst, Mandelkem (ambas têm o texto hebraico).

 

  1. Para o Novo Testamento: Brueder (baseado no Textus Receptus), Moulton e Geden (baseado no texto de Westcott e Hort). Ambas têm o texto grego.

 

  1. Geral: Trommius (holandês), Cruden, Walker, Strong, Young (todas têm o texto inglês).

 

d. Obras especiais

 

  1. Sobre o Antigo Testamento: Driver, Hebrew Tenses; Adams, Sermons in Accents\ Geden, Iníroduction to the Hebrew Bible\ Girdlestone, Old Testament Synonyms\ Kennedy, Hebrew Synonyms.

 

  1. Sobre o Novo Testamento: Burton, Moods and Tenses\ Simcox, The Language of the New Testament, Simcox, The Writers of the New Testament, Trench, New Testament Synonyms: Dalman, The Words of Jesus-, Dalman, Jesus-Joshua; T. Walker, The Teaching of Jesus and the Jewish Teaching ofHis Age; Deissmann, Light from the Ancient East; Deissmann, Biblical Studies; Robertson, The Minister andHis GreekNew Testament; Moulton e Milligan, The Vocabulary of the Greek Testament.

 

e. Comentários

 

  1. Sobre o Antigo Testamento: Comentários de Calvino; Keil e Delitzsch; Strack e Zoekler; Comentário de Lange; The International Criticai Commentary; Jamieson, Fausset, e Brown; Cambridge Bible\ Korte Verklaring (vários autores); e Comentário de livros separados por Delitzsch, Hoedemaker, Spurgeon, Kok, Sikkel, Alexander, Hengstenberg, Greenhill, Flenderson, Pusey, Aalders, YoungeLeupold.

 

  1. Sobre o Novo Testamento: Comentários de Calvino; Comentário de Lange; Meyer (a edição mais recente por J. Weiss é realmente uma obra nova); The International Criticai Commentary-, Zahn; Alford; Expositor ’s Greek Testament-, Jamieson, Fausset, e Brown; Cambridge Bible\Korte Verklaring-, Kommentaar op het Nieuwe Testament, por Grosheide, Greydanus e outros (edição Bottenburg); Erdman, Lenski; Notas de Barnes; e Comentários de livros separados por Ellicott, Lightfoot, Eadie, Brown, Stuart, Westcott, Swete, Mayor, Lindsay, Owen, Beckwith, Godet, Van Andei, Barth, De Moor, e outros.

 

2. O Uso Correto dos Comentários.

 

Podemos acrescentar algumas notas a respeito do uso adequado dos comentários.

 

  1. Ao procurar explicar uma passagem, o intérprete não deve recorrer imediatamente ao uso dos comentários, uma vez que isso pode impedir toda a originalidade no início, envolver uma grande quantidade de trabalho desnecessário, e ainda resultar numa confusão inútel. Ele deve, primeiramente, interpretar a passagem independentemente, com todo o auxílio interno disponível e auxílio externo tais como as Gramáticas, as Concordâncias e os Léxicos.

 

  1. Se, depois de fazer um estudo original da passagem, ele sentir que precisa consultar um ou mais comentários, deve evitar os chamados comentários práticos, por melhores que sejam, uma vez que esses almejam a edificação em vez da interpretação científica.

 

  1. Seu trabalho será bastante facilitado se ele abordar os Comentários, tanto quanto possível, com questões definidas na mente. Isso só será possível depois de um certo tempo de estudo original preliminar que o fará ganhar tempo uma vez que eliminará a necessidade de se ler tudo o que os comentários têm a dizer sobre a passagem em consideração. Além do mais, quando ele consulta os comentários com uma certa linha de pensamento em mente, estará mais bem preparado para escolher entre as opiniões conflitantes que pode encontrar.

 

  1. Caso tenha sucesso em dar uma explicação aparentemente satisfatória sem a ajuda de comentários, é aconselhável que compare sua interpretação com a de outros. E, se descobrir que sua interpretação é contrária à opinião geral em algum ponto particular, deve ter a sabedoria de cobrir cuidadosamente aquele campo mais uma vez para ver se considerou todos os dados e se suas inferências estão corretas em cada aspecto. Ele pode detectar algum erro que irá compeli-lo a rever sua opinião. Mas se achar que cada passo que deu está bem fundamentado, então deve sustentar sua interpretação a despeito de tudo o que os comentaristas possam dizer.

 

Fonte:

Princípios de Interpretação Bíblica – Louis Berhkof – Editora Cultura Cristã

Auxílios Internos para se Determinar se o Sentido Pretendido é o Figurado ou o Literal.

 

E da maior importância, para o intérprete, saber se uma palavra foi usada no sentido literal ou figurado. Os judeus, e até mesmo os discípulos, muitas vezes se enganaram seriamente por interpretar literalmente o que Jesus disse de modo figurado. Cf Jo 4.11,32; 6.52; Mt 16.6- 12. Não compreender que o Senhor falou figuradamente quando disse “Isto (é) o meu corpo” tomou-se até mesmo uma fonte de divisão nas igrejas da Reforma. Portanto, é de extrema relevância que o intérprete tenha segurança quanto a isso. As seguintes considerações podem fornecer subsídios para resolver essa questão.

a) Há certos escritos nos quais o uso da linguagem figurada é, a priori, impossível. Entre estes estão as leis e todos os tipos de instrumentos legais, escritos históricos e obras estritamente filosóficas e científicas e as Confissões. Estes almejam, primeiramente, a clareza e a precisão, e a beleza fica em segundo plano. Porém, é bom lembrar que a prosa dos orientais é muito mais figurada do que a dos povos ocidentais.

b) Há uma antiga regra hermenêutica, frequentemente repetida, de que as palavras devem ser entendidas no seu sentido literal a não ser que a interpretação literal envolva uma contradição evidente ou um absurdo. Deve-se observar, no entanto, que na prática isso depende, meramente, do julgamento racional de cada pessoa. O que parece ser absurdo ou improvável para alguém pode ser considerado como perfeitamente simples e lógico para outro.

c) O meio mais importante para se determinar se uma palavra foi usada literal ou figurativamente num certo contexto é encontrado no auxílio interno ao qual já nos referimos. O intérprete deve considerar estritamente o contexto imediato, os adjuntos de uma palavra, o caráter do sujeito e dos predicados atribuídos a ele, o paralelismo – se presente -, e as passagens paralelas.

 

Princípios Úteis na Interpretação da Linguagem Figurada da Bíblia.

 

A questão aqui é sobre a interpretação da linguagem figurada da Bíblia. Embora o intérprete deva usar os auxílios internos comuns que acabamos de mencionar, há certos pontos especiais que ele não deve deixar de observar.

a) E da maior importância que o intérprete tenha um conceito claro das coisas nas quais as figuras estão baseadas, ou de onde foram extraídas, uma vez que o uso de tropos é baseado em semelhanças ou relações.

 A linguagem figurada da Bíblia é derivada especialmente

(1) dos aspectos físicos da Terra Santa,

(2) das instituições religiosas de Israel,

(3) da história do antigo povo de Deus e

(4) da vida cotidiana e dos costumes dos vários povos que ocupam um lugar proeminente na Bíblia.

Essas coisas, portanto, devem ser entendidas para que se possa interpretar as figuras derivadas delas. No SI 92.12, lemos: “O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano'”. O expositor não pode esperar interpretar essa passagem a não ser que as características da palmeira e do cedro lhe sejam familiares. Se ele quer explicar o SI 51.7: “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo”, ele deve ter algum conhecimento do método de purificação cerimonial de Israel.

b) O intérprete deve ter o objetivo de descobrir a idéia principal, o tertium comparationis, sem dar muita importância aos detalhes.

Quando os autores bíblicos usavam figuras como as metáforas, geralmente tinham algum ponto específico ou pontos de correspondência em mente. Mesmo se o intérprete puder encontrar niais pontos de correspondência, ele deve se limitar aos pretendidos pelo autor. Em Rm 8.17, Paulo diz, em um arroubo de segurança: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo”. É perfeitamente evidente que ele se refere às bênçãos que os crentes recebem, com Cristo, de seu Pai comum. A metáfora contida na palavra “herdeiro” seria tremendamente forçada se a interpretássemos como implicando a morte do Pai como o testador. O perigo que seria aplicar uma figura em todos os particulares aparece claramente numa passagem como Ap 16.15, onde lemos: “Eis que venho como vem o ladrão”. A relação irá, geralmente, determinar, em cada caso, até onde uma figura deve ser aplicada.

c) Com respeito à linguagem figurada que se refere a Deus e à ordem eterna das coisas, o intérprete deve ter em mente que ela geralmente oferece apenas uma expressão muito inadequada da perfeita realidade.

Deus é chamado de Luz, Rocha, Fortaleza, Torre alta, Sol e Escudo. Todas essas figuras transmitem alguma idéia do que Deus é para o seu povo; mas nenhuma delas, nem todas juntas oferecem uma representação completa de Deus. Quando a Bíblia descreve o redimido como vestido com o manto da salvação, revestido da couraça da justiça, coroado com a coroa da vida e sustentando as palmas da vitória, as figuras nos dão, na verdade, apenas uma idéia muito imperfeita da sua glória futura.

d) O discernimento quanto às figuras da Bíblia pode ser testado, a um certo grau, pela tentativa de expressar os pensamentos que elas transmitem numa linguagem literal.

Porém, é necessário ter em mente que grande parte da linguagem figurada da Bíblia desafia esses esforços. Isso se aplica particularmente à linguagem na qual a Bíblia fala de Deus e das coisas eternas.

Auxílios Internos para a Explicação de Palavras

FONTE: “Princípios de Interpretação Bíblica – Para Orientação individual no estudo das Escrituras e para uso em seminários e institutos bíblicos”de Louis Berkhof – Editora Cultura Cristã.

É parte Integrante da AULA 08 – O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS NO SEU CONTEXTO – PARTE II​ do Curso Gratuito de Introdução à Pregação da Palavra de Deus realizado pela CONECTECA DA VIDA e pela FanPage Como Pregar a Palavra de Deus. 

 

É natural que surja a questão quanto ao melhor modo pelo qual um intérprete pode descobrir o significado de uma palavra em dado contexto. Pode-se dizer que o modo mais efetivo seja o de consultar um Léxico padrão ou alguns bons comentários. E, em muitos casos, isso pode ser completamente suficiente, mas, em outros, pode ser necessário que o expositor julgue por si mesmo. Sempre que for esse o caso, ele terá de recorrer ao uso de auxílios internos. Os seguintes são os mais importantes:

Estas são divididas em duas classes, a saber, verbal e real. “Quando a mesma palavra ocorre em contextos semelhantes, ou em referência ao mesmo assunto geral, o paralelo é chamado verbal… Paralelos reais são aquelas passagens similares nas quais a semelhança ou identidade consiste não de palavras ou frases, mas de fatos, assuntos, sentimentos ou doutrinas” (Terry, Biblical Hermeneutics, p. 221). Os paralelos verbais estabelecem pontos de uso linguístico, enquanto os paralelos reais servem para explicar pontos de interesse dogmático, ético e histórico. Por ora, estamos interessados apenas nos paralelos verbais, que podem servir para explicar uma palavra obscura ou desconhecida. E possível que nem a etimologia de uma palavra, nem o contexto na qual ela é encontrada, sejam suficientes para determinar seu significado exato. Nesses casos, o estudo das passagens paralelas, nas quais a mesma palavra é encontrada em contexto semelhante ou em referência ao mesmo assunto geral, é extremamente significativo. Cada passagem consultada deve, naturalmente, ser estudada no seu contexto.

Ao valer-se do auxílio de passagens paralelas, o intérprete deve estar certo de que elas são realmente paralelas. Nas palavras de Davidson: “Não é suficiente que o mesmo termo ou frase sejam encontrados em ambos; deve haver similaridade de sentimento”. Por exemplo, Jn 4.10 e lTs 5.5 não são para- leias, embora a expressão “fílho(s) da noite” seja encontrada em ambas. Também não são paralelas Pv 22.2 e 29.13, embora sejam, muitas vezes, consideradas como tais. (Cf. Terry, Biblical Hermeneutics, p. 221). Além disso, é necessário que a frase ou expressão que pede explicação seja mais clara em uma passagem do que na outra, uma vez que é impossível explicar uma passagem obscura com outra igualmente obscura. Quanto a isso, é necessário observar que o intérprete deve se guardar contra o erro de tentar ilustrar uma passagem perfeitamente clara com outra menos compreensível. Esse procedimento é frequentemente seguido por aqueles que estão interessados em escapar da força dos ensinos positivos da Bíblia. Além disso, enquanto as passagens paralelas podem ser citadas de qualquer parte da Escritura, é desejável observar uma certa ordem. O intérprete deve procurar paralelos, primeiramente, nos escritos do mesmo autor, desde que, como Davidson nota: “as mesmas peculiaridades de concepção e modos de expressão são sujeitas a reaparecerem em obras diferentes que procedem de uma mesma pessoa”. A seguir, as obras de contemporâneos devem ser consultadas antes das de outros. Novamente, o senso comum dita que os escritos da mesma classe têm prioridade sobre os que pertencem a classes diferentes.

Ao ilustrar o uso de passagens paralelas, faremos a distinção entre as que são assim chamadas de forma própria e imprópria.

  1. Paralelos de palavras apropriadamente assim chamadas. Em Cl 1.16, lemos: “pois, nele (Cristo), foram criadas todas as coisas”. A vista do fato de que a obra criadora aqui é atribuída a Cristo, alguns arriscam a opinião de que a expressão “todas as coisas” (panfa) refere-se a toda a nova criação, embora o contexto favoreça a idéia de universo. A questão agora levantada é se há qualquer passagem na qual a obra da criação é atribuída a Cristo, e a possibilidade de uma referência à nova criação é excluída. Essa passagem é encontrada em I Co 8.6, onde a expressão ta panfa é usada para todas as coisas criadas, e a obra criadora é atribuída igualmente ao Pai e ao Filho. Em Is 9.6, o profeta diz: “Porque um menino nos nasceu… e o seu nome será… Deus Forte (EI gibbor)”. Gesenius não encontra referência a Deus aqui, e traduz essas palavras como “herói poderoso”. Mas, em ls 10.21, a mesma frase é usada num contexto no qual só pode referir-se à Deidade. Jo 9.39 contém a declaração: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos”. A palavra krima (juízo) denota geralmente um juízo de condenação. Mas a frase final, nesse caso, parece demandar um significado mais amplo do juízo em geral, e surge a questão sobre se a palavra é sempre usada nesse sentido. Rm 11.33 responde a essa dúvida, pois lá, a mesma palavra, indubitavelmente, tem um significado geral.
  1. Paralelos de palavras ou frases impropriamente assim chamadas. Esses podem ser chamados de paralelos impróprios uma vez que não contêm as mesmas palavras, mas, sim, expressões ou palavras sinónimas. Os casos em que uma expressão é mais completa numa passagem do que em outra também podem ser assim classificados. Em2Sm8.18, lemos: Os filhos

de Davi, porém, eram seus cohanim” (geralmente traduzido por sacerdotes). Gesemus afirma que a palavra sempre significa sacerdotes, enquanto Fuerst afirma que ela pode significar príncipes, praefecti, sensu civili. A última opinião é confirmada pela passagem paralela em 1 Cr 18.17, onde, em uma enumeração similar à de 2Sm 8, lemos: “ – Os filhos de Davi, porém, eram os primeiros ao lado do rei [príncipes] (ri ‘shonim)”. Mt 8.24 diz: “E eis que sobreveio no mar uma grande seismos”. Essa palavra significa realmente terremoto, mas aqui o contexto parece apontar para um significado diferente. Isso é confirmado pelas passagens paralelas, Mc 4.37 e Lc 8.23, onde a palavra lailaps é usada com o significado de vendaval ou um vento tempestuoso. E também, em Hb 1.3, lemos: “. .. depois de ter feito (di’ heaulou) a purificação dos pecados”. A expressão significativa diheautou é explicada pela passagem paralela em Hb 9.26, que diz: “… para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado”.

Bibliografia:

Terry, BihlicalHermeneutics, pp. 79-88; 119-128;

Immer, Hermeneutics, pp. 159-183;

Muenscher, Manual, pp. 107-128;

Davidson, Sacred Hermeneutics, pp. 225-252;

Elliott, Bihlical Hermeneutics, pp. 101 -116;

Fairbaim, Hermeneutics, pp. 79-106;

Lutz, Bihlical Hermeneutics ,pp. 186-226.

 

AUXÍLIOS EXTERNOS PARA A INTERPRETAÇÃO GRAMATICAL

 

RECURSOS GRATUITOS:

Bíblia TheWord

Biblioteca Fiel

 

 

RECURSOS PAGOS:

 

1. Auxílios Externos Valiosos.

Os auxílios externos para a interpretação gramatical da Escritura (incluindo a lógica), compreendem os seguintes:

a. Gramáticas

  1. Para o estudo do Antigo Testamento: Ewald, Gesenius-Kautzsch, Green, Wilson, Davidson, Harper, Noordtzij.
  1. Para o estudo do Novo Testamento: Winer (inglês: Winer-Moulton e Winer-Thayer), Buttmann (inglês: Buttmann-Thayer), Blass, Moulton, Robertson, Robertson-Grosheide.

b. Léxicos

  1. Para o Antigo Testamento: Gesenius-Buhl (tradução para o inglês de uma edição antiga de Gesenius por Tregelles), Fuerst, Siegfried-Stade, Koenig, Brown, Driver e Briggs.
  1. Para o Novo Testamento: Robinson, Thayer, Harting (holandês), Abbott- Smith, Souter, Cremer (Biblisch-Theologisches Woerterbueh, 10a ed. por Koegel, trad. para o inglês da quarta edição), Baljon, Grieksch-Theologisch Woordenboek.

c. Concordâncias

  1. Para o Antigo Testamento: Fuerst, Mandelkem (ambas têm o texto hebraico).
  1. Para o Novo Testamento: Brueder (baseado no Textus Receptus), Moulton e Geden (baseado no texto de Westcott e Hort). Ambas têm o texto grego.
  1. Geral: Trommius (holandês), Cruden, Walker, Strong, Young (todas têm o texto inglês).

d. Obras especiais

  1. Sobre o Antigo Testamento: Driver, Hebrew Tenses; Adams, Sermons in Accents\ Geden, Iníroduction to the Hebrew Bible\ Girdlestone, Old Testament Synonyms\ Kennedy, Hebrew Synonyms.
  1. Sobre o Novo Testamento: Burton, Moods and Tenses\ Simcox, The Language of the New Testament, Simcox, The Writers of the New Testament, Trench, New Testament Synonyms: Dalman, The Words of Jesus-, Dalman, Jesus-Joshua; T. Walker, The Teaching of Jesus and the Jewish Teaching ofHis Age; Deissmann, Light from the Ancient East; Deissmann, Biblical Studies; Robertson, The Minister andHis GreekNew Testament; Moulton e Milligan, The Vocabulary of the Greek Testament.

e. Comentários

  1. Sobre o Antigo Testamento: Comentários de Calvino; Keil e Delitzsch; Strack e Zoekler; Comentário de Lange; The International Criticai Commentary; Jamieson, Fausset, e Brown; Cambridge Bible\ Korte Verklaring (vários autores); e Comentário de livros separados por Delitzsch, Hoedemaker, Spurgeon, Kok, Sikkel, Alexander, Hengstenberg, Greenhill, Flenderson, Pusey, Aalders, YoungeLeupold.
  1. Sobre o Novo Testamento: Comentários de Calvino; Comentário de Lange; Meyer (a edição mais recente por J. Weiss é realmente uma obra nova); The International Criticai Commentary-, Zahn; Alford; Expositor ’s Greek Testament-, Jamieson, Fausset, e Brown; Cambridge Bible\Korte Verklaring-, Kommentaar op het Nieuwe Testament, por Grosheide, Greydanus e outros (edição Bottenburg); Erdman, Lenski; Notas de Barnes; e Comentários de livros separados por Ellicott, Lightfoot, Eadie, Brown, Stuart, Westcott, Swete, Mayor, Lindsay, Owen, Beckwith, Godet, Van Andei, Barth, De Moor, e outros.

2. O Uso Correto dos Comentários.

Podemos acrescentar algumas notas a respeito do uso adequado dos comentários.

  1. Ao procurar explicar uma passagem, o intérprete não deve recorrer imediatamente ao uso dos comentários, uma vez que isso pode impedir toda a originalidade no início, envolver uma grande quantidade de trabalho desnecessário, e ainda resultar numa confusão inútel. Ele deve, primeiramente, interpretar a passagem independentemente, com todo o auxílio interno disponível e auxílio externo tais como as Gramáticas, as Concordâncias e os Léxicos.
  1. Se, depois de fazer um estudo original da passagem, ele sentir que precisa consultar um ou mais comentários, deve evitar os chamados comentários práticos, por melhores que sejam, uma vez que esses almejam a edificação em vez da interpretação científica.
  1. Seu trabalho será bastante facilitado se ele abordar os Comentários, tanto quanto possível, com questões definidas na mente. Isso só será possível depois de um certo tempo de estudo original preliminar que o fará ganhar tempo uma vez que eliminará a necessidade de se ler tudo o que os comentários têm a dizer sobre a passagem em consideração. Além do mais, quando ele consulta os comentários com uma certa linha de pensamento em mente, estará mais bem preparado para escolher entre as opiniões conflitantes que pode encontrar.
  1. Caso tenha sucesso em dar uma explicação aparentemente satisfatória sem a ajuda de comentários, é aconselhável que compare sua interpretação com a de outros. E, se descobrir que sua interpretação é contrária à opinião geral em algum ponto particular, deve ter a sabedoria de cobrir cuidadosamente aquele campo mais uma vez para ver se considerou todos os dados e se suas inferências estão corretas em cada aspecto. Ele pode detectar algum erro que irá compeli-lo a rever sua opinião. Mas se achar que cada passo que deu está bem fundamentado, então deve sustentar sua interpretação a despeito de tudo o que os comentaristas possam dizer.

Fonte:

Princípios de Interpretação Bíblica – Louis Berhkof – Editora Cultura Cristã

Olá leitores,

Temos o privilégio de postar nesta página as pastorais do Rev. Luiz Martins Cardoso que são sempre muito edificantes. Inicialmente vamos começar com a questão do O Cristão e a Política. Não deixe de conferir!

Confira este e outros textos do Rev. Luiz no site:


pairandosobreasletras.blogspot.com

_____________________________________

O cristão e a política – 01.

Amados irmãos, estamos em ano eleitoral e as eleições de 3 de outubro se aproxima, e como já é de costume, uma verdadeira legião de candidatos “invade” nossas cidades e nossas igrejas, utilizam sempre o mesmo discurso manjado. Dizem que a igreja precisa se fazer ouvir, precisa de representatividade, e se apresentam como: “boca” do povo evangélico no meio político.

O problema é que passadas as eleições, esses “indivíduos” simplesmente somem da cidade e das igrejas. Normalmente aderem à base governista e cumprem seus mandatos com tranqüilidade, podem até não serem corruptos, mas também não são representantes da Igreja.

Infelizmente não vemos a bancada evangélica propondo grandes projetos ou lutando vigorosamente contra a corrupção. Infelizmente vemos “nossos” representantes fazendo algum barulho somente em questões muito especificas como a PLC 122.

Talvez você não concorde, mas não vejo os políticos como representantes da igreja, os políticos são representantes do povo, do Município, do Estado e da Nação. Aliás, eu vejo que a Igreja não deve se envolver na política; a não ser conforme a Bíblia ensina que é orar pelos políticos, avaliar cada candidato, e votar conscientemente. Trabalhar honestamente e combater a corrupção, são princípios que qualquer cristão deve seguir.

O candidato evangélico deve buscar votos de todos os membros da comunidade e deve fazer isto de forma honesta e lícita. Deve ser eleito devido a sua capacidade e seu caráter e não simplesmente pelo fato de ser evangélico.

Aprovo a decisão de alguns evangélicos em seguir a “carreira” política, no entanto não aprovo que a “Igreja” enverede por esse caminho. O papel da Igreja é outro, apesar da sua responsabilidade com o momento político da nossa nação. O papel da Igreja é a evangelização, a oração e a pratica da vida cristã. Além de ilegal é também imoral utilizar púlpitos como palanque político. Templo é lugar de se buscar e adorar a Deus, não é lugar de se pleitear votos.

Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Ou seja, palanque é lugar de comício, e púlpito é lugar de se pregar a palavra do Senhor.Ao contrário do que muitos falam “a Igreja definitivamente não tem candidato”, o fato de seu pastor ter preferência por certo candidato, não o torna candidato da igreja, pois a igreja pertence a Cristo.

Não vote influenciado por pressão do pastoral, ou de qualquer pessoa, não vote em candidatos que utilizam os púlpitos das igrejas como palanque, pois se eles se mostram desonestos já na campanha (é crime qualquer espécie de propaganda política nas igrejas), o que será desses quando eleitos.

Não vote em quem você não conhece, não seja influenciado, não seja massa de manobra nas mãos de pastores mal intencionados, que dizem estar preocupados com a representatividade da igreja, mas na verdade buscam poder, busca interesse pessoal e algum benefício ilícito para a Igreja.

Amados irmãos, cuidado, o momento é de vigilância, ore muito. Vamos pedir a Deus sabedoria para esse momento e discernimento para não nos corromper e nem aceitar nada ilegal. Que Deus nos ajude a votar consciente. Um grande abraço seu pastor e amigo de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O Cristão e a Política

O cristão e a política – 01.

Amados irmãos, estamos em ano eleitoral e as eleições de 3 de outubro se aproxima, e como já é de costume, uma verdadeira legião de candidatos “invade” nossas cidades e nossas igrejas, utilizam sempre o mesmo discurso manjado. Dizem que a igreja precisa se fazer ouvir, precisa de representatividade, e se apresentam como: “boca” do povo evangélico no meio político.

O problema é que passadas as eleições, esses “indivíduos” simplesmente somem da cidade e das igrejas. Normalmente aderem à base governista e cumprem seus mandatos com tranqüilidade, podem até não serem corruptos, mas também não são representantes da Igreja.

Infelizmente não vemos a bancada evangélica propondo grandes projetos ou lutando vigorosamente contra a corrupção. Infelizmente vemos “nossos” representantes fazendo algum barulho somente em questões muito especificas como a PLC 122.

Talvez você não concorde, mas não vejo os políticos como representantes da igreja, os políticos são representantes do povo, do Município, do Estado e da Nação. Aliás, eu vejo que a Igreja não deve se envolver na política; a não ser conforme a Bíblia ensina que é orar pelos políticos, avaliar cada candidato, e votar conscientemente. Trabalhar honestamente e combater a corrupção, são princípios que qualquer cristão deve seguir.

O candidato evangélico deve buscar votos de todos os membros da comunidade e deve fazer isto de forma honesta e lícita. Deve ser eleito devido a sua capacidade e seu caráter e não simplesmente pelo fato de ser evangélico.

Aprovo a decisão de alguns evangélicos em seguir a “carreira” política, no entanto não aprovo que a “Igreja” enverede por esse caminho. O papel da Igreja é outro, apesar da sua responsabilidade com o momento político da nossa nação. O papel da Igreja é a evangelização, a oração e a pratica da vida cristã. Além de ilegal é também imoral utilizar púlpitos como palanque político. Templo é lugar de se buscar e adorar a Deus, não é lugar de se pleitear votos.

Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Ou seja, palanque é lugar de comício, e púlpito é lugar de se pregar a palavra do Senhor.Ao contrário do que muitos falam “a Igreja definitivamente não tem candidato”, o fato de seu pastor ter preferência por certo candidato, não o torna candidato da igreja, pois a igreja pertence a Cristo.

Não vote influenciado por pressão do pastoral, ou de qualquer pessoa, não vote em candidatos que utilizam os púlpitos das igrejas como palanque, pois se eles se mostram desonestos já na campanha (é crime qualquer espécie de propaganda política nas igrejas), o que será desses quando eleitos.

Não vote em quem você não conhece, não seja influenciado, não seja massa de manobra nas mãos de pastores mal intencionados, que dizem estar preocupados com a representatividade da igreja, mas na verdade buscam poder, busca interesse pessoal e algum benefício ilícito para a Igreja.

Amados irmãos, cuidado, o momento é de vigilância, ore muito. Vamos pedir a Deus sabedoria para esse momento e discernimento para não nos corromper e nem aceitar nada ilegal. Que Deus nos ajude a votar consciente. Um grande abraço seu pastor e amigo de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a política 02.

Amados irmãos, está aproximando cada vez mais as eleições nacionais do dia 03/10/2010. O clima já começa a esquentar, fique esperto, muito cuidado, esse é um período que derruba muitos crentes. Neste período eleitoral fica mais evidente a tragédia espiritual por parte de muitos cristãos. Poucas situações são mais claras para demonstrar como cresce um cristianismo sem Cristo, em que sua vida e os valores que ensinou parecem estar ausentes em um número cada vez maior de pessoas que dizem segui-lo. O período eleitoral é um momento em que muitos crentes esquecem a profissão de fé que fizeram perante o altar do Senhor. Podemos destacar três grupos que agem durante a política e são trágicos: 

1. Os que se envolvem de “corpo e a alma” em suas posições e preferências políticas, passando a ter um comportamento idêntico ao dos homens em trevas. A triste e lamentável situação destes é terrivelmente chocante. Eles se envolvem completamente em defesa de suas posições, passam a ter comportamentos afrontosos a Palavra de Deus e perdem completamente toda sensibilidade espiritual. Os meios para defender suas posições incluem toda espécie de males, tais como: maldades, contendas, malignidades, invenção de males, malícias, chocarrices, mentiras, palavras torpes, gritarias, maledicências, injúrias, falta de respeito para com as autoridades etc. Não pensam duas vezes antes de lançar mãos das paixões da carne, às quais a vontade deles está presa, passando a depreciar a quem consideram seus opositores, usando argumentações próprias dos homens perdidos. Com suas línguas ferinas atacam autoridades, proferem acusações, envolvem-se em lamentáveis contendas e gritarias. Este envolvimento tem graus diferentes, mas nenhum deles deixa de ser perverso e abominável aos olhos de Deus (Ef. 5: 1-7 ; Cl. 3:8). Leiam e reflitam nestes textos com atenção.

  1. Os que colocam suas esperanças na força do homem e não em Deus.Evidente que o primeiro grupo também está incluso nesta outra lamentável situação. Mas há também aqueles que, embora não gritem por aí, estão com suas confianças depositadas nos homens. Discretamente ou não, imaginam que um político tem o poder de acrescentar algo de valor divino para sociedade. Seus corações não estão esperançosos no Reino Eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas no reino do homem. Não vivem como súditos de um Reino que não pertence a este mundo condenado, por isso pensam que seu candidato tem o poder de melhorar o reino e o sistema que pertencem a Satanás. Perderam completamente o caráter de peregrinos e ficaram cegos (I Ped. 1:21 ;II Ped. 3:7). Leiam estes textos e façam uma reflexão séria.
  2. Os que se envolvem como candidatos e usa o nome de Deus como mercadoria para ganhar votos.Estes mentem aos cristãos, tentando convencê-los de que Deus precisa de figuras no poder político do sistema mundano. Na verdade estão em busca de seus próprios interesses e usa o nome de Deus como mercadoria para ganhar votos. A maior parte está promovendo escândalos lamentáveis e blasfemam o Evangelho com suas condutas ímpias. Ao aderir a um partido político, não se importam em dar aval à diretrizes que incluem posições de afronta à Bíblia e de meios maquiavélicos para conquista do poder. Eles freqüentemente fazem uso distorcido da Bíblia para sugerir que Deus precisa deles no poder, como meio de “conquistar a sociedade”. São apenas mentirosos e distantes da verdade eterna. Agem como cidadãos deste mundo e não como embaixadores da pátria celestial. Se andassem como Jesus (I João 2:6), não suportaria o ambiente sujo da política e também não seriam suportados. Amados irmãos, estejam mais atentos e cuidadosos nesta eleição, lembre-se Jesus o chamou para ser sal da terra e luz do mundo. Um grande abraço do seu pastor e amigo de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a política 03.                                                                   

(Salmo 1: 1-2)

Amados irmãos, como está aproximando as eleições nacionais estamos compartilhando com os amados sobre o tema o cristão e a política. Existe uma pergunta que precisamos fazer e buscar uma resposta sábia e equilibrada; qual a posição política de um verdadeiro cristão?

Amados, o cristão genuíno, que vive sob o controle do Espírito Santo de Deus, tem em mente algumas coisas bem claras:

O único poder que Deus precisa usar é o do Espírito Santo, At. 1:8. Infelizmente, o cristianismo verdadeiro é mais comum nos países em que seus governantes perseguem os cristãos. Na relativa liberdade que temos, floresce um cristianismo vergonhoso, onde os cristãos se comprometem com mentiras.

Amados, o mundo e seus sistemas estão condenados. Quando Jesus estava na terra como homem, Ele observou todas as injustiças que o Império Romano lançava sobre Israel. Quando questionado sobre os injustos impostos, Ele simplesmente disse: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Mat. 22:17-21. Isto decepcionou aqueles que esperavam um grande líder político que organizasse um levante ou que tivesse poder de influencia política junto ao imperador. Jesus não cansava de dizer: “Meu reino não é deste mundo”. Jo. 18:36.

A esperança do cristão não está em nenhuma forma de poder além de Cristo. Amado irmão, não pense que a eleição de um novo presidente vai mudar a situação do Brasil, nossa esperança não está no homem, e, sim em Deus, Jer. 17:5,7. Por isso, cada cristão deve ter muita consciência nesta eleição, deve analisar cada candidato com critério, paciência para depois votar com consciência.

Amados, o verdadeiro filho de Deus sabe que todo o mundo com seus sistemas políticos já estão julgados por Jesus. Assim, ele não busca tomar qualquer parte na cena que está destinada a destruição, II Pd. 3:7. Nós exercemos o direito ou a obrigação de votar, mas, sabemos que a nossa esperança está no Reino de Deus.

Os discípulos de Jesus têm o Espírito Santo que os ensina como viver e andar por este mundo. Por isso, temos que ter muito cuidado com as propagandas enganosas sobre a política. Não podemos ser levados pela mídia, devemos saber avaliar e tomar uma decisão consciente.

Amado irmão, seja cristão genuíno e consciente nesta eleição. Peça a orientação de Deus para o seu voto. Que Deus nos ajude a brilhar nesta eleição. Um abraço do seu pastor e amigo de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a Política 04.

Amados irmãos, vez que outra é preciso voltar ao polêmico tema da igreja e a política. A arte de se fazer política pode ser exercida por qualquer pessoa, cristã ou não. Meu objetivo é o de alertar, uma vez mais, sobre os perigos que a igreja enfrenta sempre que se posiciona política e ideologicamente ao lado desse ou daquele governo. Fé e política são dois temas permanentemente conflitantes. Por isso, cautela.

primeiro grande desafio da igreja é diante do nacionalismo – da defesa da pátria – que leva muitos políticos cristãos a abrir mão dos princípios bíblicos em defesa do país. O nacionalismo intransigente conflita com a Fé. Jamais devemos esquecer que, do ponto de vista bíblico os crentes são cidadãos dos céus, e, portanto, aptos a circular entre todos os povos da terra. No momento da perseguição ou por questões de sobrevivência econômica ele encontra refúgio em qualquer nação e faz da nova terra sua nova pátria! O povo de Deus tem características universais, e não pode ser nacionalista.

A igreja não pode perder de vista o conceito de povo peregrino, de cidadão celestial (Fp. 3:20) que a autoriza a ser uma voz profética não apenas em sua nação, mas para todos os povos. Quando a igreja se torna uma voz profética de Deus na sociedade, seus membros podem circular pela política, entre o pessoal do governo como voz que clama a favor dos pobres, dos necessitados, do direito e da justiça, sem jamais entrar em conflitos sejam de que ordem for! Somos crentes em todo lugar.

Amados irmãos, quando o pobre, o órfão, a viúva e os aposentados são constantemente desfavorecidos; sempre que a busca da riqueza oprima a classe social mais abaixo e sempre que as leis atentem contra a liberdade cristã, a liberdade de viver e afrontem os princípios bíblicos da lei moral universal, a igreja deve erguer sua voz, sua torre de vigília e denunciar! Por isso a denúncia contra a prática do aborto, mesmo que este seja aprovado em lei – como nos Estados Unidos – e casamentos de pessoas do mesmo sexo devem tomar a dianteira nos discursos da igreja! Falar o que a Bíblia fala em todo tempo e em todo lugar é o nosso dever, não devemos temer.

Amados, a Igreja não pode estar casada com o Estado nem alienada dele. No momento em que nossos filhos forem doutrinados na ideologia homossexual, ou quando o Estado decidir o que os pastores podem e não podem pregar nos cultos, como reagiremos? Se estivermos alienados sucumbiremos, e se nos posicionarmos pagaremos o preço! Por não querer pagar o preço, a igreja se omite dos grandes temas nacionais!

Amados irmãos, a Igreja precisa se posicionar sempre do lado de Deus e da Bíblia. Vamos orar para que Deus abençoe as eleições e levante homens ou mulheres que tenham ética, respeito por Deus e pela Palavra e que ame de verdade o povo. Ore a Deus pedindo orientação e avalie com todo critério e cuidado os candidatos. O cristão precisa ter voto limpo e voto consciente. Um grande abraço seu pastor de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a política 05.

Amados irmãos, conseguir benefícios para a igreja, como a doação de terrenos para templos; ter linhas especiais de crédito bancário; obter concessões de rádios e TVs; ter tratamento especial perante a lei… Esses são apenas alguns tipos de barganha, “acertos”, acordos e composições de interesse que costumam ocorrer nos bastidores em épocas de campanhas eleitorais, envolvendo também políticos e candidatos evangélicos.
Mas, no que depender da AEvB – Aliança Evangélica Brasileira, os candidatos que costumam ter este tipo de comportamento não terão o voto dos fiéis.
Considerando que os evangélicos são um dos mais expressivos segmentos da população (18,9 milhões de eleitores evangélicos brasileiros ou 15,4% dos 126 milhões de eleitores, segundo o Censo 2000) – a AEvB, reunida em Conferência com Igrejas, Missões e Instituições, julgou indispensável trazer sua contribuição informativa e formativa à comunidade religiosa a ela vinculada, na intenção de contribuir para um processo eleitoral no qual o voto evangélico não seja manipulado, como muitas vezes já o foi, mas usado com consciência e objetividade, ajudando a igreja a amadurecer no exercício da sua cidadania política. Portanto, devemos fazer um voto limpo, voto ético, voto consciente.
Eis aqui alguns balizamentos fundamentais sobre o uso ético do voto evangélico, conforme o sumário de propostas defendidas na Conferência da AEVB:

  1. O voto é intransferível e inegociável.Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município. Por isso, não negocie o seu voto, seja honesto.
  2. O cristão não deve violar a sua consciência política.Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade noutra direção. Voto consciente é voto analisado, pensado, refletido.

III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitará transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário.

  1. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos.Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, representantes das correntes partidárias possam ser ouvidos sem preconceitos. Devemos orientar os evangélicos votar consciente.
  2. A diversidade social, econômica e ideológicaque caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade. O papel da Igreja é orientação equilibrada não imposição.

Amados, semana que vem continuaremos com a segunda parte dessa pastoral. Vamos orar pelas eleições no Brasil. Um grande abraço seu pastor e amigo.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a política 06.

Amados irmãos, continuamos hoje com o artigo que começamos semana passada, o decálogo do voto ético. Leia com atenção e procure viver isso neste período de eleição.

  1. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico.Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão político-institucional. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político de fé evangélica tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um “despachante” de igrejas.

VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um evangélico político votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros “trocos”, ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem na prostituição da consciência cristã, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica.

VIII. Os votos para Presidente da República e para cargos majoritários devem, sobretudo, basear-se em programas de governo, e no conjunto das forças partidárias por detrás de tais candidaturas que, no Brasil, são, em extremo, determinantes; não em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou: “O fulano vai fechar as igrejas”; ou: “O sicrano não vai dar nada para os evangélicos”; ou ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos”. É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo.

  1. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo:“o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é compreensível que dê um “voto de confiança” a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. Entretanto, é de bom alvitre considerar que ninguém atua sozinho, por melhor que seja o irmão, em questão, ele dificilmente transcenderá a agremiação política de que é membro, ou as forças políticas que o apóiem.
  2. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual.O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina. Um grande abraço do seu pastor e amigo de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e apolítica – 07.

Amados irmãos, a cada dia que passa aproxima mais as eleições nacionais. A Igreja precisa estar atenta a cada momento para dar um bom testemunho neste caminho espinhoso e difícil. O grande desafio é levar a igreja a caminhar por esse espinhoso terreno da esfera política, como voz profética sem se deixar levar pela adulação do poder. É importante que a igreja se torne uma voz profética, evitando ficar presa (seus candidatos) ao emaranhado das falcatruas ou do enriquecimento ilícito, como tem acontecido nos últimos dias. Daniel passou por vários Impérios sem se deixar influenciar politicamente. Teve coragem de exortar a Nabucodonosor a que deixasse seus caminhos injustos e desse mais atenção aos pobres!

Aliás, alguns partidos são tidos como dos evangélicos – uma lástima – o que leva o mundo a ver a igreja evangélica como um partido político. Uma das razões da igreja ser perseguida em algumas cidades era porque seus políticos defenderam teses como se fossem da igreja, quando eram projetos pessoais ou denominacionais.

O namoro com o poder inebria e deixa os líderes da igreja sem a capacidade de refletir, perdendo seu senso de direção e propósito. Sempre que é favorecida por algum governo a Igreja perde sua autoridade profética e divina.

Como cristãos precisamos ter em mente que Deus utiliza governos democráticos, ou totalitários de esquerda ou de direita para trazer a justiça social. O Brasil precisa ajustar de forma mais bíblica a questão social, e não devemos nos surpreender se, para tanto, Deus utilizar ateus e ideologias não cristãs para atender ao clamor dos pobres! É assim que Deus envergonha a igreja! Esta deve fazer sua parte, parando de construir templos suntuosos em que se gastam milhões com empreendimentos denominacionais, dinheiro que poderia ser usado para construir moradias e gerar renda para os pobres. Procedendo assim, dará testemunho público de sua fé e estará cumprindo sua parte naquilo que ela mesma denuncia. Ela só tem autoridade para denunciar naquilo que ela intensamente vive!

Onde houver injustiça social, a igreja deve estar lá operando. Seu trabalho silencioso é a melhor forma de condenar os corruptos e calar os discursos dos que governam.

Cuidado com o nacionalismo que pode nos levar a pensar que a obediência à esfera política seja um dever tão digno e honroso quanto a obediência a Deus. A Igreja deve ficar atenta às mentiras proferidas em certas campanhas e publicidades dos governos, sejam esses de que partido forem! Hitler afirmava que “a magnitude de uma mentira contém certo fator de credibilidade, visto que as grandes massas caem mais facilmente em uma grande mentira do que em uma pequena”.

Estamos em ano eleitoral. Reexaminar esse tema à luz da Bíblia e da missão da Igreja talvez não traga dividendos financeiros nem muitos amigos, mas, por certo evitará que atropelemos a história, cometendo os mesmos erros que nossos pais fizeram no passado! Portanto, vigiemo-nos. Um grande abraço do seu pastor e amigo de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O Cristão e a Política – 08.

Amados irmãos, continuando nossas mensagens sobre o cristão e a política, hoje nós vamos falar sobre os “10 tipos de candidatos”. Sabemos que existem candidatos para todos os gostos, mas, poucos cabem no perfil ideal que deve receber o nosso voto e ser eleito no dia 03-10. Se você tem acompanhado e lido os nossos artigos anteriores terá uma boa visão do candidato ao qual você deve votar em 03 de outubro. Se você ainda não leu procure lê-los, é importante para você tomar uma decisão consciente. Vejamos então os 10 tipos de candidatos:

  1. Candidato pára-quedas: É aquele candidato que agente não conhece, ou que sumiu do nosso meio, ou que nunca apareceu por aqui, mas quando chega próximo das eleições ele cai de repente no nosso meio. Cuidado com este, ele não conhece nossa história e nunca fez nada pelo nosso município. Não vote nele.
  2. Candidato galã: É o candidato bonito. Este aproveita da sua beleza física para ganhar a eleição. Cuidado! Nem tudo que reluz é ouro. Lembra de um candidato galã que apareceu no cenário brasileiro há algum tempo atrás, onde está ele hoje? Não escolha candidato pela cultura e pela beleza.
  3. Candidato intelectual: É aquele que fala bonito, encanta o povo com sua oratória, usa a cultura para tirar proveito pessoal e ganhar a eleição. Saiba, a cultura é importante, mas não é tudo. Em um tempo bem recente, uns eruditos da política Brasileira deram grandes escândalos. Lembre-se deles e fuja deles na hora de votar.
  4. Candidato profissional: É aquele que há muito tempo está no poder e quase nada fez de concreto para a nossa Pátria e para nosso povo. É apenas um profissional da política. Cuidado com estes, eles fazem da política um cabide de emprego, fuja destes também.
  5. Candidato interesseiro: É aquele que trabalha para si mesmo e para sua família, tendo em vista somente ganhar as eleições e não o bem comum. Infelizmente, a maioria dos candidatos atuais tem este perfil. Por isto, cuidado procure analisar a vida, o passado, a família, o testemunho e postura de cada candidato.

Amados irmãos, qual candidato você iria votar no dia 03 de outubro? Procure analisar e ver acima com qual perfil o seu candidato parece. Se ele não parece ou se identifica com o candidato 10, que vamos falar semana que vem você ainda tem tempo para pensar e mudar. Esteja orando pelos candidatos e eleições do dia 03 de outubro; mas não se esqueça de escolher corretamente o seu candidato. Que Deus nos ajude a escolher com sabedoria. Um grande abraço, seu pastor e amigo de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a política 09

Amados irmãos, cada dia aproxima mais ainda das eleições de 03/10. A cada dia também precisamos estar mais bem preparados para estas eleições. Não adianta somente orar; temos que orar e muito, mas também precisamos agir e com sabedoria. O momento é muito importante para nossa Pátria e também para a Igreja do Senhor Jesus Cristo. Vamos concluir a pastoral que começamos semana passada sobre o perfil dos 10 candidatos:

  1. Candidato exibicionista: É aquele que gosta de gastar os recursos públicos para sua autopromoção. Gosta de projetos faraônicos e está sempre envolvido com os grandes grupos econômicos.
  2. Candidato engomadinho: É aquele que está sempre bem trajado, fala bonito, se apresenta bem, mas não tem conteúdo e nem proposta concretas. Muito cuidado com este, nós temos muitos destes nesta eleição.
  3. Candidato de promessas: É aquele que baseia a sua campanha em promessas, nunca apresenta o que já fez. Promete Deus e o mundo, faz promessas absurdas, que jamais serão cumpridas; cuidado com estes ok!
  4. Candidato sem identidade: É aquele que muda de partido e de idéias conforme as suas conveniências, não é comprometido com os anseios do povo e da cidade. É conhecido também como “camaleão”, muda de acordo o que mais lhe convém.
  5. Candidato ideal: É o político nato, ama de fato a política, sabe o que é política e como fazê-la. Tem uma proposta política viável, funcional e exeqüível, defende a vida, ama os direitos humanos, ama a cidade, ama o povo, luta pelo bem do povo e da cidade. Tem uma família equilibrada, trabalha, não faz da política um cabide de emprego. Se doa em prol do seu Município, Estado e Nação. É neste candidato que nós devemos votar. Procure descobrir este candidato nesta eleição. Neste candidato podemos votar com consciência tranqüila.

Amados irmãos, qual candidato você iria votar no dia 03 de outubro? Procure analisar e ver acima com qual perfil o seu candidato parece. Se ele não parece ou se identifica com o candidato 10, você ainda tem tempo para pensar e mudar. Esteja orando pelos candidatos e eleições do dia 03 de outubro; mas não se esqueça de escolher corretamente o seu candidato. Que Deus nos ajude a escolher com sabedoria. Um grande abraço, seu pastor e amigo de sempre.

Rev. Luiz Martins Cardoso.

Entendendo de Forma Simples os Princípios de Tradução da Bíblia

Quem nunca teve a curiosidade de saber como é a tradução da Bíblia, hein? Neste breve artigo da SBB, você entenderá como esse maravilhoso trabalho é feito. Vamos ao artigo.

Traduzir significa transferir e, no caso de uma mensagem escrita, significa passar de uma língua para outra. No caso da Bíblia, por não conhecer as línguas originais (hebraico, aramaico e grego), o leitor precisa recorrer a um tradutor. O tradutor faz a mediação ou passagem de uma língua para outra. Em sua tarefa, o tradutor tem basicamente duas opções, descritas de forma um tanto lapidar pelo erudito alemão F. Schleiermacher, em 1813: “Ou o tradutor deixa o escritor quieto no seu canto, levando, na medida do possível, o leitor até ele; ou deixa o leitor em paz e, na medida do possível,  traz o escritor até ele”.

O tradutor que deixa o escritor quieto no seu canto, levando o leitor até ele, faz uma tradução dita “formal”. Respeita a forma do texto original, conservando a ordem das palavras, traduzindo verbos por verbos, substantivos por substantivos e assim por diante. Traduções como Reina-Valera, King James e Almeida são traduções formais. Além de serem formais, tendem para a linguagem erudita, de difícil compreensão para as pessoas mais simples. Pode-se dizer que, num caso assim, o processo de tradução não está de todo concluído, pois solicita uma grande contribuição do leitor. Por exemplo, uma tradução literal como “cingindo os lombos do vosso entendimento” (1Pedro 1.13, ARC) requer do leitor o seguinte processamento: cingir os lombos significa, num contexto oriental, passar uma tira de pano ou um cinto na altura dos lombos (ou dos rins), para erguer um pouco e firmar a longa túnica que dificulta os movimentos do homem, com vistas a maior liberdade de ação, no trabalho; cingir os lombos do entendimento é fazer, de maneira figurada, a mesma coisa com a mente; portanto, trata-se de preparar a mente para agir.

O tradutor que deixa o leitor em paz, trazendo, na medida do possível, o escritor até ele, faz uma tradução dita “dinâmica” ou “funcional”. Produz uma tradução que soa natural na língua alvo (no nosso caso, o português). Abre mão da “consistência cega”, deixando de traduzir um termo do original sempre pela mesma palavra em português, pois leva em conta o contexto e o significado que a palavra tem em cada contexto. (Esta maleabilidade justifica o uso da expressão “tradução dinâmica”.) Entende que uma mesma mensagem pode ser expressa de diferentes maneiras, sem perda significativa. Procura ser fiel ao leitor, perguntando sempre se ele entende o que texto que tem diante de si. A Bíblia na Linguagem de Hoje é o melhor exemplo de tradução dinâmica.

Num caso como o de 1Pedro 1.13, traduções dinâmicas expressam o significado de forma direta, dispensando o processo reflexivo do leitor e garantindo que ele entenda a mensagem de forma imediata e correta. Uma tradução de equivalência dinâmica como A Bíblia para Todos (Portugal, 2009) diz, em 1Pe 1.13: “tenham o espírito preparado para a ação”. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje, entendendo que o espírito ou a mente não age sem a pessoa, diz de forma direta: “estejam prontos para agir”.

Na prática, é difícil encontrar uma tradução que seja 100% formal ou 100% dinâmica. A King James Version é, segundo estudos feitos, apenas 95% formal (expressões idiomáticas, por exemplo, pouco ou nada significam, em tradução literal); e traduções como a Bíblia na Linguagem de Hoje apresentam uma tradução dinâmica em apenas 85% do texto (o que significa que, em 15% do texto, fazem uma tradução formal ou literal).

FONTE: SBB

BAIXAR MÓDULOS PARA A BÍBLIA THE WORD

 

COMO INSTALAR OS MÓDULOS ABAIXO:

Vamos aos módulos:

 

BÍBLIAS

 

Módulos básicos:

ACF 2007 – Almeida corrigida fiel edição 2007

ARA – Almeida revista e atualizada

ARC – Almeida revista e corrigida

ARC 1911 – Almeida revista e corrigida versão 1911

ARCA – Almeida revista e corrigida anotada

ARM – Almeida revisada melhores textos 1967

AM – Bíblia católica Ave Maria

BJ – Bíblia de Jerusalém

EP – Edição pastoral

ARA + – Almeida revista e atualizada com Strong

KJA – King James em português

LTT 2009 – Versão literal do texto tradicional

NTLH – Nova tradução na linguagem de hoje

NVI – Nova versão internacional

O LIVRO – Versão intitulada ‘O Livro’

RVP – Reina valera em português

TB – Tradução brasileira

TNM – Tradução novo mundo das testemunhas de Jeová

VFL – Versão fácil de ler

VIVA – Versão bíblia viva

 

ADICIONAIS:
ALM 21 – Almeida Versão Século 21

AMP – Almeida Versão Ampliada

DIF – Bíblia Difusora dos Frades Capuchinhos

JFA 1681 – João Ferreira de Almeida 1681

JFA 1819 – João Ferreira de Almeida 1819

LTT 2015 – Literal do texto tradicional ano 2015

LXX – Versão Septuaginta em Grego

MSG – Bíblia na Versão ‘A Mensagem’

NT2 FTRANS – Novo Testamento na Segunda Pessoa Formal Transliterado

10 NT3 FTRANS – Novo Testamento na Terceira Pessoa Formal Transliterado

11 NT Heb – Novo Testamento Hebraico

12 NT PSH – Novo Testamento Peshitta

COMENTÁRIOS

13 CB ABFH – A Bíblia fala hoje

14 CB EG – A Epístola aos Gálatas

15 CB APO – A Mensagem de Apocalipse

16 CB Atos – A Mensagem de Atos

17 CB ECL – A Mensagem de Eclesiastes – Derek Kidner

18 CB Rute – A Mensagem de rute – David Atkinson

19 CB NT – A Mensagem do novo testamento – Mark Dever

20 CB MSM – A Mensagem do sermão do monte – John r. W. Stott

21 CB ATBL – Através da Bíblia livro por livro – Myer Pearlman

22 CB Aplicação – Bíblia de estudo – aplicação pessoal

23 CB BNT – Comentário Bíblico – Básico do Novo Testamento

24 CB BEACON – Comentário Bíblico Beacon

25 CB Plenitude – Comentário Bíblico Plenitude

26 CB TESS – Comentário Bíblico de 1 e 2 Tessalonicenses – João Calvino

27 CB 2TM – Comentário Bíblico de 2 Timotéo – John r. W. Stott

28 CB Lutero – Comentário Bíblico de Gálatas – Martinho Lutero (1519)

29 CB Hebreus – Comentário Bíblico de hebreus

30 CB HC – Comentário Bíblico histórico cultural

31 CB Profetas Menores – Justiça e esperança para hoje, a mensagem dos profetas menores.

 

DICIONÁRIOS

32 DB CBC – Chave Bíblica do conselheiro

33 DB AMR – Códigos de análise morfológica de Robinson

34 DB RB – Dicionário de Respostas Bíblicas

35 DB CHP – Dicionário Champlin

36 DB Davis – Dicionário Davis

37 DB ESC – Dicionário de escatologia

38 DB Jesus – Dicionário Jesus e os evangelhos

39 DB CCA – Dicionário teológico de Claudionor Correia de Andrade

40 DB EAP – Enciclopédia de apologética – Norman Geisler

41 DB Ilumina – Enciclopédia ilumina

42 DB TCB – Tesouro de conhecimentos Bíblicos

43 DB VTB – Vocabulário de teologia Bíblica

 

LIVROS E MATERIAIS UTEIS

44 103 Perguntas que as pessoas fazem sobre Deus

45 A anatomia de uma dor

46 A Bíblia através dos seculos

47 A formação de um discípulo – Keith Phillps

48 A vida diária nos tempos de Jesus

49 A vida e os tempos do apóstolo Paulo – Charles Ferguson ball

50 As eras mais primitivas da terra

51 Boa pergunta – R. Sproul

52 Catecismo maior de Westminster

53 Catecismo puritano – Spurgeon

54 Catolicismo romano

55 Cavalo de fogo – D.’nélson

56 Como jesus tratava as pessoas

57 Como ler a Bíblia

58 Confissão de fé de Westminster

59 Conhecendo as doutrinas da Bíblia

60 Contra o calvinismo – Dr. Roger olson

61 Contracultura cristã

62 Contradições nos sete livros apócrifos

63 Criação e consumação

64 Cristianismo puro e simples

65 Cristologia – a doutrina de jesus cristo

66 Depressão Espiritual

67 Devocional mananciais no deserto

68 Dogmática reformada versão 01

69 Doutrina do pecado

70 Doutrina dos anjos

71 Doutrinas da teologia reformada

72 Doze homens, uma missão

73 Eclesiastes, o livro mais mal humorado

74 Enciclopédia temática tópica

75 Erros escatológicos que o pregadores devem evitar

76 Erros que os pregadores devem evitar

77 Estudo panorâmico da Bíblia

78 Estudos Bíblicos genéricos

79 Explicação de textos difíceis da Bíblia

80 Fábulas de Esopo

81 Fenomenologia da religião

82 Festas de israel – Alfredo Edersheim

83 Fundamentos da fé cristã

84 Geografia dos acontecimentos Bíblicos

85 Grandes doutrinas

86 Instituições de israel

87 Josh Mcdowell responde

88 Livro judaico dos porquês

89 Manual da profecia Bíblica

90 Manual de apologética

91 Manual de tipologia Bíblica

92 Manual do diácono – Valdemir p. Moreira

93 Manual do ministro – vida nova

94 Manual seminário ciências Bíblicas

95 Meditações para horas tranquilas – D. L. Moody

96 Mais erros que os pregadores devem evitar

97 Muito mais do que números – Paul yonggi cho

98 Multiplicando discípulos – W. B. Moore

99 Não tenho fé suficiente para ser ateu

100 O evangelho da graça

101 O evangelho da prosperidade

102 O ministério profético na Bíblia

103 O peregrino – John Bunyan

104 Obra da carne e fruto do espírito

105 Os mártires do coliseu

106 Paulo e sua teologia – L.S. Rega

107 Paulo, o maior líder do cristianismo

108 Período inter Bíblico

109 Seitas e heresias

110 Sombras, tipos e mistérios da Bíblia

111 Teologia sistemática – Charles Finney

112 Teologia sistemática – Govaski

113 Uma vida com propósitos

114 Vida cotidiana nos tempos Bíblicos

115 Vocábulos de Deus

 

Fontehttps://myswordbrasil.blogspot.com

Como Escolher um Texto para Pregar
por
John Stott

Frequentemente torna-se um grande problema escolher um texto para pregar. A razão não é porque faltam textos, mas porque há muitos. Se estamos estudando a Bíblia diariamente, poderemos ter uma lista comprida de textos que estão à espera de serem pregados. Mas qual deles vamos escolher?

Há quatro fatores que podem influenciar a nossa escolha.

a) O Fator Litúrgico

Reconheço que a maioria de nós não vêm de igrejas litúrgicas. Quero recomendar a vocês o valor de um calendário eclesiástico. Todos nós observamos o Natal. Quando chega o dia de Natal, não pregamos sobre a ressurreição, pregamos sobre o nascimento de Jesus. Portanto, vamos começar com o Natal. Entre o Natal e a Páscoa há aproximadamente 3 meses. No dia de Natal, pensamos sobre o nascimento de Jesus; na Páscoa, sobre a ressurreição de Jesus. Deste modo, os 3 meses entre os dois eventos são o tempo natural para se pensar em pregar sobre a vida e o ministério de Jesus.

Há vários pastores que gostam de encaixar, nesse período, pregações sobre os evangelhos. Antes do Natal, por uns dois ou três meses, é uma boa idéia se deter no Velho Testamento, pensando na preparação divina para a vinda do Messias. Poderíamos começar com a Criação em meados de outubro e ter algumas mensagens na preparação que o Velho Testamento apresenta para a vinda de Jesus Cristo.

Então, do Natal até a Páscoa, concentrarmo-nos nos evangelhos. Depois da Páscoa e do dia de Pentecostes, concentrarmo-nos nas epístolas, porque assim estaremos pensando sobre a vida cristã como uma vida vivida no poder do Espírito Santo.

Este é um calendário eclesiástico bem simples. Espero ter deixado claro que há três fases principais nele: outubro a dezembro – Velho Testamento; Natal até a Páscoa ou Pentecostes – sobre a vida de Jesus; do dia de Pentecostes até o mês de outubro – a vida no Espírito, talvez terminando com o livro de Apocalipse.

Essas são as três divisões principais da Bíblia. Não estou sugerindo que sempre nos devemos deter a esse calendário, mas é uma fonte de referência bem valiosa para nós.

b) O Fator Externo

Muitas vezes há eventos no mundo lá fora como, talvez, a ocorrência de uma catástrofe, que exigem um sermão sobre eles.

Poucos anos atrás estive na Guatemala, depois daquele terrível terremoto. Estava falando para um grupo de pastores como vocês e perguntei-lhes quantos haviam pregado sobre o terremoto no domingo seguinte ao evento. E fiquei surpreso ao ver quão poucas pessoas levantaram suas mãos.

É de compreender o fato por que não o fizeram. Calamidades naturais são um grande problema. Não é fácil pregar sobre o problema da providência divina, ou o problema do sofrimento. Mas praticamente todas as pessoas naquele dia, na igreja, estavam pensando sobre o terremoto. Estavam fazendo perguntas em suas mentes. Por que Deus permite que aconteça um terremoto? Por que Ele permitiu que tantas igrejas fossem destruídas?

Muitos tinham perdido parentes e amigos e estavam de luto. Vieram à igreja naquele domingo se perguntando: Há alguma palavra do Senhor sobre isto? E muitos saíram de lá desapontados, porque o pastor não tinha nada a lhes dizer. Devemos ser sensíveis com o que acontece no mundo exterior.

Quando há um escândalo de proporções nacionais pode haver algum debate nos jornais. E toda a imprensa está envolvida neste debate. Talvez, trate-se de uma nova legislação sobre o divórcio ou qualquer outra coisa. E as pessoas vêm à igreja com perguntas. Qual deve ser nossa opinião sobre isso como crentes? Esse é o fator externo.

Como Escolher um Texto Bíblico Para Pregar

c) O Fator Pastoral.

Os melhores pregadores são sempre aqueles bons pastores que conhecem a sua congregação. Eles conhecem a condição espiritual das suas ovelhas.

Espero que vocês trabalhem em equipe. Já falei sobre a pirâmide com o pastor encarapitado lá no púlpito. Sugeri que nós destruíssemos a pirâmide, porque toda igreja deveria ter uma equipe pastoral. A supervisão pastoral do rebanho não deveria estar toda nas mãos de um único homem. Não é bíblico.

Lembrem-se das primeiras viagens missionárias de Paulo, quando ele e Barnabé estavam retornando. Atos 14.23 diz que promoveram em cada cidade a eleição de presbíteros. Desde o princípio havia uma equipe pastoral. Encontramos este mesmo conceito nas cartas de Timóteo e Tito. Paulo lhes deu a ordem de ordenar presbíteros.

Em cada denominação, a aplicação disso é diferente. Alguns têm diáconos, outros presbíteros. Alguns são ordenados, outros não são ordenados.

Seja qual for a sua situação, entretanto, o princípio é o mesmo: deve haver essa pluralidade no cuidado do rebanho. Que a equipe de líderes compartilhe a responsabilidade pastoral!

Quero explicar porque estou enfatizando isso. Se há uma equipe, é a equipe que decide sobre a pregação. Vou contar-lhes o que acontece conosco em Londres. Deus, em sua infinita bondade nos concedeu uma equipe bem grande. Temos um retiro da equipe três ou quatro vezes por ano. E quando nos afastamos para esse retiro oramos juntos, lemos a Bíblia juntos, passamos tempo de descanso juntos, mas levamos conosco uma agenda de negócios para discutir.

Um dos assuntos que sempre tratamos é sobre o que vamos pregar. Planejamos as nossas pregações para cada trimestre. Discutimos como está a congregação. Quais são as suas necessidades; sobre o que descobrimos sobre eles nos últimos 3 meses; se ignoramos algo; se há desconhecimento de alguma doutrina, alguma falha na vida cristã.

E ao discutirmos e pensarmos juntos sobre isso, tomamos uma decisão perante Deus a respeito de nossa pregação. Decidimos sobre livros da Bíblia que vamos expor ou sobre tópicos que queremos tratar. É uma decisão de equipe e ela surge das necessidades que percebemos na congregação. Às vezes, quando nos preparamos para o retiro, dizemos à congregação o que vamos fazer. Dizemos a eles no domingo: “Na próxima quinta-feira a equipe pastoral vai ter um retiro. Por favor, orem por nós. Uma das coisas que vamos discutir é sobre a nossa pregação. Se vocês têm qualquer pedido a fazer, ou sugestões a dar, por favor coloquem na caixa ao fundo da igreja”.

Agindo assim, damos à congregação a oportunidade de fazer pedidos a respeito dos nossos sermões. Descobrimos que isso é muito útil.

d) O Fator Pessoal

Devemos lançar mão de momentos inspirados. Não sei como a sua mente funciona, mas a minha mente normalmente está sempre nublada.

Ocasionalmente esse nevoeiro levanta e a luz do Espírito Santo transparece. Aí eu percebo algo com uma clareza que nunca havia visto antes. É um momento de inspiração. Paro o que estou fazendo e escrevo aquilo que pensei antes que o nevoeiro desça outra vez.

Eu recomendo essa prática a vocês. Às vezes, a nossa mente está bem lúcida. Estes momentos acontecem em intervalos diferentes: muitas vezes quando estamos estudando a Bíblia, às vezes, no meio da noite, ou, às vezes, quando estamos escutando uma palestra.

Na hora em que isso acontecer, agarre aquele momento, entregue-se a ele, anote os seus pensamentos antes que os esqueça. Sempre trago comigo papel e caneta, sempre tenho papel e caneta junto à minha cama, de modo a poder escrever também os pensamentos da meia-noite ou das primeiras horas da manhã. Os melhores sermões que pregamos a outros são aqueles que pregamos a nós mesmos.

FONTE: http://www.monergismo.com – Felipe Sabino de Araújo Neto
Indicamos fortemente o site Monergismo.com

Quais são os princípios da exegese bíblica que você deve ter em mente na hora de interpretar um texto? Esta é uma questão que incomoda bastante os estudantes da Palavra de Deus que estão iniciando na arte de pregar. É para isso que reproduzimos aqui um trecho do livro de Stuart Olyott para que você não se descabele de preocupação. Leia com bastante atenção!

Que princípios devem governar o exegeta?

Então, que princípios devo adotar para descobrir o que determinada passagem realmente diz? Como descubro o seu significado intencional e, ainda assim, tenho algo para pregar?

Muitos livros foram escritos sobre este assunto, e os maiores deles não são necessariamente os melhores. Este pequeno livro sobre pregação talvez não possa resumir o que eles têm a dizer. Pode apenas ressaltar alguns pontos, cativando nossa atenção ao que é básico. Este livro pode impedir que você caia no abismo do desastre exegético, ao colocar seu pé em solo firme e seguro.

 

Para evitar a ruína tanto de nós mesmos como de nossos ouvintes, temos de perguntar e responder sete perguntas, antes de pregar qualquer passagem da Palavra de Deus. Gaste tempo! Não estude para produzir um sermão — não! Não! Estude a fim de entender o texto. Esta é a regra que o pregador tem de respeitar antes de qualquer outra regra. O sermão que você prega eventualmente é quase nada, se comparado com aquela grandiosa obra que você realiza no lugar secreto.

 

 

1) O que Deus espera de mim quando me envolvo nesta tarefa?

Ele espera haver em mim a recordação de que o Livro a ser estudado é a sua santa Palavra. Espera que eu encare este livro com admiração e sussurre em temor: “Deus falou neste livro! Deus fala neste livro!” Ele espera que eu o abra com adoração, temor, gratidão e reverência. As profundezas de minha alma têm de ser laceradas pelo pensamento de que estou na presença de uma revelação divina. Este é um momento sagrado. Lágrimas podem surgir, bem como um choro de alegria.

Deus espera que eu creia em tudo que vier a ler. Deseja que eu fale com Ele, enquanto faço a leitura. Deus espera que eu entesoure tudo no coração, comprovando que o Livro é mais doce do que o mel e mais precioso do que o ouro. Ele espera que eu renove meus votos de colocar tudo em prática.

Deus espera haver em mim a lembrança de que Ele me deu o seu Livro como uma revelação. Portanto, ele tem um significado. Sim, a passagem que estou lendo tem um significado. O autor humano estava certo não somente do significado que tencionava transmitir (e isso eu preciso descobrir), mas também do fato que as suas palavras tinham um significado mais completo do que ele mesmo podia assimilar. Ele estava ciente de que escrevia para tratar de uma situação específica e de que suas palavras atingiriam toda a igreja de Cristo, em todas as gerações. Como posso estar certo disso? Por que 1 Pedro 1.10-12 o ensina. O Senhor espera que eu também lembre isso.

Deus espera que eu me aproxime de sua Palavra sem quaisquer noções preconcebidas a respeito do que ela deveria dizer e que, em vez disso, descubra com humildade e obediência o que a Palavra realmente diz. Ele espera que haja a lembrança de que sou uma criatura cujo entendimento é bastante limitado. E não somente isso, mas também que sou um pecador cuja habilidade de entender foi severamente prejudicada. Deus espera que eu admita que jamais entenderei seu Livro sem a ajuda pessoal dEle mesmo, e que suplique essa ajuda.

A Bíblia pode ser estudada por qualquer homem em seu escritório. Mas este não pode ser um verdadeiro exegeta, e um verdadeiro pregador, se não estudar com uma atitude íntima de submissão. A exegese é um trabalho árduo. É uma disciplina acadêmica que impomos sobre nós mesmos. Antes de tudo isso, a exegese é um ato de adoração.

 

2) Qual o significado gramatical das palavras?

O Sagrado Livro de Deus é constituído de palavras. Algumas delas são substantivos; outras, verbos. Há também artigos, adjetivos, advérbios, numerais, pronomes, preposições, conjunções, interjeições, etc. Os substantivos podem estar no singular ou no plural. Os verbos podem ter variação de sentidos, tempos, modos e vozes. Todas as palavras estão dispostas em sentenças, e a maneira como estão dispostas dá significado à sentença!

Isto não deve amedrontar-nos. Você já leu este livro por algum tempo. Ele também é formado de palavras de várias classes, dispostas em sentenças, tendo em vista comunicar algo de minha mente à sua. Se eu tivesse usado palavras diferentes ou se tivesse disposto as mesmas palavras em outra ordem, você obteria um significado diferente. Portanto, a gramática é importante. Sem ela, é impossível escrever um livro.

 

De modo semelhante, cada sentença da Bíblia tem um significado. Se as palavras fossem diferentes, e a estrutura gramatical fosse modificada, teria um significado diferente. Portanto, quer gostemos, quer não, jamais poderemos ter exatidão exegética, se não tributarmos atenção cuidadosa às palavras e à maneira como elas estão dispostas na sentença. Este é o trabalho da exegese.

Os pregadores têm de aprender a amar gramática! Precisam fazer o esforço para entender como a linguagem funciona. Se não fazem isso, é impossível que cumpram a sua tarefa. É verdade que a Bíblia é um livro inspirado por Deus. Mas é um livro. Tem de ser lida como um livro. Precisamos respeitar o sentido gramatical básico de suas palavras e sentenças. Sem dúvida, isto pode ser afetado pelo tipo de literatura em que as suas palavras foram escritas — e este é o assunto que consideraremos a seguir. Mas, temos de encarar o fato: a exegese pode ser feita apenas por pessoas que entendem a Bíblia em seu primeiro sentido e que aceitam as suas palavras e sentenças no seu significado normal.

Nesta época de minha vida, tenho desfrutado do privilégio de viajar por muitos lugares e conhecer vários pregadores. Sinto-me triste em dizer-lhe que muitos deles têm sido infectados pela epidemia mundial de negligência para com a gramática. Não conhecem a gramática, não se importam com ela, não lhe tributam muita atenção, quando estudam as passagens bíblicas sobre as quais pregarão. Apesar disso, quase todos os pregadores que conheço crêem que a inspiração divina da Bíblia se estende a cada uma de suas palavras! Há algo seriamente errado; é tempo de corrigirmos isso.

 

3) Em que tipo especifico de literatura se encontram as palavras da Bíblia?

As palavras não existem para si mesmas. Até o simples “não” é uma resposta a algo que acabou de ser dito. Toda palavra tem um contexto. Algo foi dito antes e algo virá depois. Não estamos apenas falando sobre frases e sentenças, mas também sobre o tipo de literatura em que essas frases e sentenças foram escritas. Isto é algo ao que devemos dar atenção cuidadosa, enquanto procuramos descobrir o significado intencional de uma parte específica da Palavra de Deus.

Existem inúmeras leis na Bíblia, especialmente na primeira parte do Antigo Testamento. As leis foram escritas em forma de prosa, bem como os relatos históricos. Mas o estilo que usamos para falar uns com os outros é bem diferente. Tornamos nossa conversa mais interessante por usarmos todo tipo de linguagem figurada — “Ela é uma fera”, “Ele caiu do cavalo!”, “O feitiço virou-se contra o feiticeiro”, “Ele é uma besta!”. Todos sabemos que essas frases não devem ser entendidas literalmente, mas compreendemos o seu significado. Portanto, é evidente que a prosa e a conversa pessoal não devem ser interpretadas da mesma maneira. Isto também é verdade quando lemos a Bíblia.

Não podemos interpretar da mesma maneira todo tipo de literatura. Além da prosa usada na Lei e nos relatos históricos, conforme já mencionamos, existe abundância de poesia na Bíblia: uma parte dessa poesia se encontra no livros de Jó, Salmos e Cântico dos Cânticos; outra parte, nos livros proféticos; e outra parte, em secções longas ou curtas de outros livros das Escrituras. Encontramos também a literatura sapiencial, os evangelhos e as epístolas. E temos ainda a linguagem apocalíptica — uma maneira de argumentar usando linguagem exagerada, números, figuras de monstros e visões extraordinárias. Se lêssemos todos esses tipos de literatura da mesma maneira, ficaríamos realmente bastante confusos!

Embora tenhamos diferentes tipos de literatura na Bíblia, jamais devemos esquecer de prestar atenção ao sentido gramatical de tudo que lemos. Mas, ao fazer isso, devemos gastar tempo para recordar que o significado literal de uma passagem pode não ser, necessariamente, o seu significado intencional. E este é o significado que estamos buscando.

Por exemplo, ao escrever a respeito de um tempo de alegria extraordinária, Isaías predisse: “E todas as árvores do campo baterão palmas” (Is. 55.12). O que ele pretendia dizer? Com certeza, Isaías não estava dizendo que as árvores desenvolverão novas qualidades admiráveis em algum tempo futuro! De modo semelhante, a afirmação “o justo florescerá como a palmeira” (Sl 92.12) não ensina que os crentes idosos brotarão. Igualmente, a exortação “acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas” (Mt 7.15) não é uma advertência contra pregadores que vestem casacos feitos de lã! Não podemos entender estas afirmação sem assimilarmos o sentido gramatical das suas palavras, mas nenhum de nós é demasiadamente tolo, a ponto de pensar que o sentido literal de tais palavras é o significado intencional. É esse significação intencional que nossa exegese procura descobrir, para depois pregarmos em público.

4) Qual é o contexto imediato e o mais amplo?

As palavras são encontradas em frases e sentenças; e sentenças formam, geralmente, parágrafos. Esses parágrafos, por sua vez, fazem parte de algo maior, como um capítulo. E os capítulos são partes de um livro. Também precisamos ter isso em mente quando nos dedicamos à exegese.

Se ignorarmos o contexto imediato e o contexto mais amplo, podemos fazer a Bíblia afamar o que desejamos que ela afirme. O material que constitui este livro sobre pregação foi apresentado originalmente em forma de palestras. Todas as palestras foram gravadas. Agora, imaginemos alguém comprando uma fita cassete ou CD e gastando tempo para editar as palestras. Imaginemos que essa pessoa mantém cada sentença intacta, mas usa seus aparelhos eletrónicos para colocar as sentenças em ordem diferente.

 

Depois de fazer isso, tal pessoa coloca um anúncio num jornal evangélico e começa a vender seus próprios cassetes e CD.A voz na gravação seria a minha. Cada sentença seria minha, exatamente como as proferi. Mas a palestra seria outra. Talvez pareceria uma miscelânea de sentenças incoerentes ou teria um significado diferente do que eu tencionava originalmente.

Isto é exatamente o que acontece quando pregamos sobre uma frase ou sentença da Bíblia e não esclarecemos o seu contexto imediato ou mais amplo. Quantas vezes já ouvimos “importa-vos nascer de novo” sendo pregado como um mandamento. Isto é uma total distorção do seu significado. Pregar essas palavras como um mandamento equivale a enganar cada adulto e cada criança que nos ouve. O novo nascimento não é ordenado em nenhum lugar da Bíblia. O arrependimento é ordenado. A fé no Senhor Jesus também é ordenada.

Mas o novo nascimento não é, nem pode ser, ordenado na Bíblia, porque é uma obra realizada completamente por Deus. Quando nosso Senhor disse a Nicodemos: “Importa-vos nascer de novo”, estava fazendo uma declaração veemente do fato. Essa é a verdade que tem de ser enfatizada a qualquer congregação que nos ouve em nossos dias. Pregar qualquer outro significado não é somente uma falta de exatidão exegética, é também um pecado.

Em várias ocasiões, ouvi sermões que mencionam 1 Coríntios 2.9, um versículo em que Paulo se refere a Isaías 64.4. A parte principal deste versículo diz: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.
Todos os pregadores que ouvi usaram este versículo para falar sobre o céu. Fizeram isso porque tiraram as palavras de seu contexto. 1 Coríntios 2 não é um capítulo que fala sobre o céu, mas sobre o fato de que o povo do Senhor pode ver e apreciar coisas que estão escondidas para os não-convertidos.

Que privilégio extraordinário nós temos! Que coisas maravilhosas podemos ver! O coração não-convertido é incapaz até de imaginar essas coisas. Mas essas são as coisas que nos emocionam completamente. Este é o assunto do versículo. Por isso, tanto é errado como prejudicial dar-lhe um significado que o autor divino não tencionava que ele tivesse.

Dedicar-se mais é a única maneira de evitar erro exegético. Antes de pregar sobre qualquer parte de um livro da Bíblia, devemos ter familiaridade com todo o livro. Não somente isso, devemos possuir um entendimento competente a respeito de quem o escreveu, para quem, por que e quando o escreveu. O quando é especialmente importante, pois é a razão da nossa próxima pergunta.

 

5) Qual o contexto histórico?

A Bíblia menciona literalmente milhares de acontecimentos, e não ocorreram todos na mesma época. Cita inúmeras pessoas, que não viveram no mesmo tempo. Ensina inúmeras verdades, mas estas não foram reveladas na mesma época. Existe uma grande linha histórica que todo pregador tem de saber tanto em esboço como em detalhes. Ele precisa saber com certeza o que aconteceu e quando aconteceu. Ele precisa ser capaz de identificar cada momento dessa linha histórica e dizer o que estava sendo revelado naquele momento, bem como o que seria revelado depois.

Se não pode fazer isso com facilidade, está se encaminhando ao desastre exegético; os efeitos do seu ministério sobre os outros serão catastróficos. Deus é gracioso, mas Ele não dispensa a sua graça na mesma medida a todos os homens e mulheres. Há semelhanças admiráveis, porém grandes diferenças, entre um rascunho de pintura, um esboço cheio, um quadro pintado e um filme colorido, mas essa foi a maneira como Deus revelou seu grandioso plano de redenção através dos séculos. A história do Antigo Testamento não é a mesma no começo, no meio e no fim. O Antigo Testamento não é o Novo. A sombra não é a substância. A situação nos evangelhos não é a mesma que os precedeu ou que os sucedeu. Os crentes antes do Dia de Pentecostes, não eram iguais aos que se converteram depois. No início, a igreja de Atos não era tão madura ou internacional como o era no final do relato do livro. A igreja na terra ainda não goza o que gozará depois da segunda vinda de Cristo.

Em Jó 19.25-27, aquele crente sofredor exclama: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros”. Se sabemos onde Jó se encaixa na grande linha histórica das Escrituras, podemos começar a apreciar quão extraordinária foi essa declaração. Mas, se Jó disse essas palavras depois que
Paulo escreveu 1 Coríntios 15, não existe nada especial nelas. E seríamos forçados a dizer que a maior parte do seu comportamento era assustador.

 

Em Atos 19.2, doze homens religiosos declararam: “Nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo”. Se esses homens tivessem vivido no tempo de Abraão, nada haveria de incomum na afirmação deles. Mas eles disseram isso depois do Pentecostes, quando a igreja já existia por vários anos. A ignorância desses homens era uma prova de que não eram convertidos, e isso explica por que Paulo os tratou da maneira descrita no relato de Atos 19.

Em Números 15.32-36, o Senhor ordenou que fosse executado um homem encontrado apanhando lenha no sábado. Creio que precisamos estar bem certos de onde se encaixa este incidente na grande linha histórica. De outro modo, talvez nos veríamos aplicando esta ordem do Senhor ao seu povo hoje. E isso resultaria em uma drástica diminuição das pessoas em nossas igrejas! Precisamos dizer algo mais? O argumento é claro: ninguém pode ser um exegeta responsável e, por conseguinte, um verdadeiro pregador da Palavra, se não possui muitas clareza a respeito do contexto histórico da passagem sobre a qual pregará.

Exegese Bíblica

6) Outras passagens da Bíblia trazem luz a esta passagem?

A Bíblia, constituída de 66 livros, é um livro único que interpreta a si mesmo. Se encontrarmos alguma passagem obscura, outras passagens nos ajudarão a entendê-la. Quando estamos presunçosamente certos de que é correta a nossa interpretação pessoal de certa passagem, outras passagens nos corrigirão e nos humilharão. Se tivermos de ser bons exegetas, é essencial que conheçamos toda a Bíblia.

Se estivéssemos pregando todo o livro de Isaías, no devido tempo chegaríamos no capítulo 42. O capítulo começa com estas palavras: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho” (Is 42.1). Mas a respeito de quem o profeta falava? Nem preciso imaginar. Não preciso ser confundido pela grande variedade de teorias expostas por alguns comentários bíblicos. Mateus 12.15-21 nos diz que esta passagem se cumpriu no ministério terreno de nosso Senhor Jesus Cristo. O seu caráter foi tal, que não provocou conflito desnecessário com seus inimigos. Posso pregar uma mensagem clara com base em Isaías por causa da luz trazida por outra passagem bíblica.

Se pregasse sobre Amós 9.11-15, seria tentado a dizer aos meus ouvintes que o profeta estava afrmando que, um dia, os descendentes de Davi serão restaurados aos judeus, como uma família real, e que, naquele tempo, a terra de Israel terá flinfluência e prosperidade renovadas. À primeira vista, isto é o que as palavras parecem significar. Mas não podemos descansar na primeira impressão. E não podemos interpretar uma passagem sem fazermos a sexta pergunta. Atos 15.15-17 nos fornece luz admirável sobre o que Amós disse. Atos nos mostra que a predição de Amós se cumpre na conversão dos gentios e de sua inclusão como parte da igreja de Cristo. Ao fazer isso, Atos também nos dá um princípio pelo qual podemos descobrir o significado de muitas profecias similares encontradas no Antigo Testamento.

Não pode haver exatidão exegética onde não há interpretação da Escritura
à luz da Escritura. Quem ousaria pregar sobre Melquisedeque, em Gênesis 14.18-24 sem referir-se a Hebreus 5.5-11 e 7.1-28? Quem contaria a história do maná, em Êxodo 16, sem estudar, igualmente, toda a história de João 6? Quem ousaria explicar por que a tribo de Dã está ausente da lista de Apocalipse 7.4-8, sem determinar à história dessa tribo em todo o Antigo Testamento? E quem seria tão ousado que falaria sobre qualquer afirmação doutrinária das Escrituras, sem ter em mente todas as passagens que tratam do mesmo assunto? É vital compararmos Escritura com Escritura. Se não o fizermos, afundaremos na areia movediça da confusão, do desequilíbrio e do erro.

7) De que maneira esta passagem aponta para Cristo?

Dissemos algo a respeito disso na Parte 1, mas esse é um ponto que devemos enfatizar novamente. A Bíblia revela Cristo. Ele é o grande tema das Escrituras. Cada parte da Bíblia aponta para Cristo. Se não podemos ver como uma passagem específica aponta para Ele, isso acontece porque ainda não entendemos a passagem como deveríamos. Onde Cristo não é o centro, ali não há exatidão exegética.

Não posso me desculpar pelo que escrevi antes. Tudo ao meu redor são vozes que dizem algo diferente. Estão proclamando que é errado insistir no fato de que a Bíblia é cristocêntrica. Estou indo longe demais, dizem essas vozes. De acordo com elas, devemos, antes, afirmar que a Bíblia é teocêntrica. Ela é mais teocêntrica do que cristocêntrica.

Concordo com isso — mas não totalmente. É claro que a Bíblia é um livro que fala sobre Deus e que nos ensina sobre Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. Mas este Deus se relaciona conosco somente por meio de Cristo. O único Deus que existe é o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nunca se revelou a Si mesmo, a não ser por meio de Cristo. Não há outro caminho para esse Deus, exceto Cristo. O Espírito que age em nós é o Espírito de Cristo. Quando chegarmos ao céu, o único Deus que veremos é Cristo. Nada — nada mesmo — pode ser teocêntrico, se não for cristocêntrico. Pensar que algo pode ser teocêntrico sem ser cristocêntrico é um enorme erro. Admitir que a Bíblia é um livro que fala sobre Deus é admitir que ela fala sobre Cristo!

Mas todas as partes da Bíblia não apontam da mesma maneira para Cristo. Por exemplo, onde está Cristo em Eclesiastes? Este livro nos ensina que, se Deus está fora de nossa vida, ela não tem significado; e que, se amamos a Deus e O adoramos, a nossa vida está repleta de significado. Então, como podemos conhecer a Deus? Eclesiastes suscita essa pergunta em nossa mente, mas não nos dá a resposta. Deixa-nos com fome de conhecer a Deus, mas não nos mostra o caminho para Ele. É dessa maneira que Eclesiastes aponta para Cristo. Suscita a pergunta para a qual Cristo é a única resposta. Portanto, Eclesiastes aponta implicitamente para Cristo.

Outros livros apontam explicitamente para Ele. Isto é verdade a respeito de cada livro do Novo Testamento. Todos eles O mencionam por nome. Também podemos dizer, que estes livros apontam para Ele diretamente.Mas há outros livros das Escrituras que apontam diretamente para Ele e não O mencionam por nome. Isaías e o livro de Salmos seriam bons exemplos disso. Outros livros, tais como os cinco primeiros livros da Bíblia, por exemplo, apontam para Ele por meio de predições, figuras, símbolos e cerimônias. Podemos dizer que esses livros falam sobre Ele indiretamente.

Alguns leitores podem não se sentir à vontade com as quatro palavras que destaquei. Mas creio que todos concordarão que o Espírito Santo, que inspirou cada autor bíblico, é o Espírito de Cristo. Creio que todos recordarão que o ministério do Espírito Santo é sempre apontar para Cristo. Essa foi a razão por que nosso Senhor disse: “Abraão… alegrou-se por ver o meu dia” ( Jo 8.56); “Moisés… escreveu a meu respeito” ( Jo 5.46); “Davi… lhe [me] chama Senhor” (Mt 22.45). Todo autor bíblico escreveu a respeito do Senhor Jesus. Portanto, aqueles que pregam esses autores devem pregar o Senhor Jesus Cristo. Se Cristo não é o conteúdo e o âmago da pregação deles, são culpados de inexatidão exegética.