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A Bíblia menciona literalmente milhares de acontecimentos, e não ocorreram todos na mesma época. Cita inúmeras pessoas, que não viveram no mesmo tempo. Ensina inúmeras verdades, mas estas não foram reveladas na mesma época. Existe uma grande linha histórica que todo pregador tem de saber tanto em esboço como em detalhes. Ele precisa saber com certeza o que aconteceu e quando aconteceu. Ele precisa ser capaz de identifcar cada momento dessa linha histórica e dizer o que estava sendo revelado naquele momento, bem como o que seria revelado depois.

Se não pode fazer isso com facilidade, está se encaminhando ao desastre exegético; os efeitos do seu ministério sobre os outros serão catastrófcos. Deus é gracioso, mas Ele não dispensa a sua graça na mesma medida a todos os homens e mulheres. Há semelhanças admiráveis, porém grandes diferenças, entre um rascunho de pintura, um esboço cheio, um quadro pintado e um flme colorido, mas essa foi a maneira como Deus revelou seu grandioso plano de redenção através dos séculos. A história do Antigo Testamento não é a mesma no começo, no meio e no fim. O Antigo Testamento não é o Novo. A sombra não é a substância. A situação nos evangelhos não é a mesma que os precedeu ou que os sucedeu. Os crentes antes do Dia de Pentecostes, não eram iguais aos que se converteram depois. No início, a igreja de Atos não era tão madura ou internacional como o era no fnal do relato do livro. A igreja na terra ainda não goza o que gozará depois da segunda vinda de Cristo.

Em Jó 19.25-27, aquele crente sofredor exclama: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fm se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros”. Se sabemos onde Jó se encaixa na grande linha histórica das Escrituras, podemos começar a apreciar quão extraordinária foi essa declaração. Mas, se Jó disse essas palavras depois que
Paulo escreveu 1 Coríntios 15, não existe nada especial nelas. E seríamos forçados a dizer que a maior parte do seu comportamento era assustador.

Em Atos 19.2, doze homens religiosos declararam: “Nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo”. Se esses homens tivessem vivido no tempo de Abraão, nada haveria de incomum na afrmação deles. Mas eles disseram isso depois do Pentecostes, quando a igreja já existia por vários anos. A ignorância desses homens era uma prova de que não eram convertidos, e isso explica por que Paulo os tratou da maneira descrita no relato de Atos 19.

Em Números 15.32-36, o Senhor ordenou que fosse executado um homem encontrado apanhando lenha no sábado. Creio que precisamos estar bem certos de onde se encaixa este incidente na grande linha histórica. De outro modo, talvez nos veríamos aplicando esta ordem do Senhor ao seu povo hoje. E isso resultaria em uma drástica diminuição das pessoas em nossas igrejas! Precisamos dizer algo mais? O argumento é claro: ninguém pode ser um exegeta responsável e, por conseguinte, um verdadeiro pregador da Palavra, se não possui muitas clareza a respeito do contexto histórico da passagem sobre a qual pregará.

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