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A Bíblia, constituída de 66 livros, é um livro único que interpreta a si mesmo. Se encontrarmos alguma passagem obscura, outras passagens nos ajudarão a entendê-la. Quando estamos presunçosamente certos de que é correta a nossa interpretação pessoal de certa passagem, outras passagens nos corrigirão e nos humilharão. Se tivermos de ser bons exegetas, é essencial que conheçamos toda a Bíblia.

Se estivéssemos pregando todo o livro de Isaías, no devido tempo chegaríamos no capítulo 42. O capítulo começa com estas palavras: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho” (Is 42.1). Mas a respeito de quem o profeta falava? Nem preciso imaginar. Não preciso ser confundido pela grande variedade de teorias expostas por alguns comentários bíblicos. Mateus 12.15-21 nos diz que esta passagem se cumpriu no ministério terreno de nosso Senhor Jesus Cristo. O seu caráter foi tal, que não provocou conflito desnecessário com seus inimigos. Posso pregar uma mensagem clara com base em Isaías por causa da luz trazida por outra passagem bíblica.

Se pregasse sobre Amós 9.11-15, seria tentado a dizer aos meus ouvintes que o profeta estava afrmando que, um dia, os descendentes de Davi serão restaurados aos judeus, como uma família real, e que, naquele tempo, a terra de Israel terá influência e prosperidade renovadas. À primeira vista, isto é o que as palavras parecem signifcar. Mas não podemos descansar na primeira impressão. E não podemos interpretar uma passagem sem fazermos a sexta pergunta. Atos 15.15-17 nos fornece luz admirável sobre o que Amós disse. Atos nos mostra que a predição de Amós se cumpre na conversão dos gentios e de sua inclusão como parte da igreja de Cristo. Ao fazer isso, Atos também nos dá um princípio pelo qual podemos descobrir o signifcado de muitas profecias similares encontradas no Antigo Testamento.

Não pode haver exatidão exegética onde não há interpretação da Escritura
à luz da Escritura. Quem ousaria pregar sobre Melquisedeque, em Gênesis 14.18-24 sem referir-se a Hebreus 5.5-11 e 7.1-28? Quem contaria a história do maná, em Êxodo 16, sem estudar, igualmente, toda a história de João 6? Quem ousaria explicar por que a tribo de Dã está ausente da lista de Apocalipse 7.4-8, sem determinar à história dessa tribo em todo o Antigo Testamento? E quem seria tão ousado que falaria sobre qualquer afrmação doutrinária das Escrituras, sem ter em mente todas as passagens que tratam do mesmo assunto? É vital compararmos Escritura com Escritura. Se não o fzermos, afundaremos na areia movediça da confusão, do desequilíbrio e do erro.

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