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Um Esboço para Hermenêutica Avançada – Um Passo-a-passo para interpretar uma passagem determinando o significado do texto – por Henry A. Virkler

Hermenêutica

Os Processos Envolvidos na Interpretação e na Aplicação de um Texto Bíblico

I. Análise Histórico-Cultural e Contextual

A. Determinar o meio ambiente geral histórico e cultural do escritor e seus leitores.

1. Determinar as circunstancias históricas gerais.

2. Estar atento às circunstancias e normas culturais que acrescentam significado a determinadas ações.

3. Discernir o nível de compromisso espiritual dos lei­tores.

B. Determinar os propósitos(s) do autor ao escrever um livro.

1. Notar as declarações explícitas ou frases repetidas.

2. Observar secções parenéticas ou hortativas.

3. Observar os problemas omitidos ou focalizados.

C. Entender corno a passagem se enquadra em seu contexto imediato.

1. Apontar os principais blocos de material no livro e mostrar de que modo se encaixam num todo coerente.

2. Mostrar de que modo a passagem sob consideração se ajusta ao fluxo de argumentos do autor.

3. Determinar a perspetiva que o autor tenciona comunicar­ — numenológica (o modo corno as coisas são realmente) ou fenomenológica (o modo corno as coisas parecem).

4. Diferenciar entre verdade descritiva e prescrita.

5. Diferenciar entre os detalhes incidentais e o núcleo de ensino de urna passagem.

6. Apontar as pessoas ou categoria de pessoas às quais se dirige urna passagem particular.

II. Análise Léxico-sintática

A. Apontar a forma literária geral.

B. Investigar o desenvolvimento do tema e mostrar corno a passagem em consideração se encaixa no contexto.

C. Indicar as divisões naturais (parágrafos e sentenças) do texto.

D. Apontar os conectivos dentro dos parágrafos e sentenças e mostrar como auxiliam na compreensão da progressão do pensamento do autor.

E. Determinar o significado isolado das palavras.

1. Apontar os significados múltiplos que uma palavra possuía no seu tempo e cultura.

2. Determinar o significado único que o autor tinha em mente em dado contexto.

F. Analisar a sintaxe a fim de demonstrar de que modo ela contribui para a compreensão de uma passagem.

G. Colocar os resultados de sua análise em palavras não-técnicas e fáceis que comuniquem com clareza ao leitor hodierno o significado que o autor tinha em mente.

III. Análise Teológica

A. Determinar seu próprio ponto de vista da natureza do relacionamento de Deus com o homem.

B. Apontar as implicações deste ponto de vista para a passagem que você está estudando.

C. Avaliar a extensão do conhecimento teológico disponível ao povo daquela época (a “analogia da Escritura”).

D. Determinar o significado que a passagem possuía para seus primeiros beneficiários à luz do conhecimento que tinham.

E. Identificar o conhecimento adicional acerca deste tópico que hoje está ao nosso alcance em virtude de posterior revelação (a “analogia da fé”).

IV. Análise Literária

A. procurar referências explícitas que indiquem a intenção do autor com referência ao método que ele adotava.

B. Se o texto não exibe explicitamente a forma literária da passagem, estudar as características da passagem dedutivamente para averiguar sua forma.

C. Aplicar os princípios dos artifícios literários com cuidado, mas não de modo rígido.

1. Símile

a. Característica: uma comparação expressa.
b. Interpretação: geralmente um único ponto de similaridade ou de contraste.

2. Metáfora

a. Característica: uma comparação expressa.
b. Interpretação: geralmente um único ponto de similaridade.

3. Provérbio

a. Característica: comparação expressa ou tácita.
b. Interpretação: geralmente um único ponto de similaridade ou de contraste.

4. Parábola

a. Características: um símile ampliado — as comparações são expressas e separadas; o relato e seu significado são separados conscientemente.
b. Interpretação: determinar o significado Central do relato e mostrar como os detalhes se enquadram naturalmente nesse ensino Central.

5. Alegoria

a. Características: uma metáfora ampliada — as comparações são implícitas e entremescladas; a história e seu significado andam paralelamente.
b. Interpretação: determinar os pontos múltiplos de comparação que o autor tinha em mente.

6. Tipo

a. Características:
(1) Deve haver alguma semelhança ou analogia notável entre o tipo e seu antítipo.
(2) Deve haver alguma evidência de que o tipo foi indicado por Deus como representação da coisa tipificada.
(3) Um tipo deve prefigurar algo no futuro.
(4) Classes de tipo e seu antítipo: pessoas, eventos, instituições, ofícios e ações.
b. Interpretação:
(1) Determinar o significado dentro do tempo e cultura tanto do tipo como do seu antítipo.
(2) Pesquisar o texto para encontrar o(s) ponto(s) de correspondência entre o tipo e seu antítipo conforme se relacionam com a história da salvação.
(3) Notar os importantes pontos de diferença entre o tipo e seu antítipo.

7. Profecia

a. Características:
(1) Estar cônscio de que o estilo geralmente é figurativo e simbólico.
(2) Estar atento aos elementos sobrenaturais como informação comunicada pela proclamação de anjos, por visões, ou por outros meios sobrenaturais.
(3) Observar a ênfase sobre o mundo invisível por trás da ação do mundo visível.
b. Interpretado:
(1) Determinar a situado histórica específica que cerca a composição do escrito. Estudar a história interveniente para ver se a profecia foi cumprida ou não.
(2) Estudar passagens paralelas ou outros dados dentro da mesma profecia para obter mais informado.
(3) Analisar se essa passagem faz parte de urna predição progressiva, se é passível de cumprimento evolutivo, ou se incluí contração profética.

V. Comparado com Outros

A. Compare sua análise com a de outros intérpretes.

B. Modificar, corrigir, ou ampliar sua interpretado de acordo com a necessidade.

VI. Aplicado

A. Dedução de princípios: Baseado numa análise histórico-cultural, contextual, léxico-sintática e teológica da porção narrativa, verificar mediante estudo dedutivo (1) o(s) princípio(s) que a passagem tencionava ensinar, ou (2) os princípios (verdades descritivas) exemplificados na passagem, que permanecem aplicáveis ao crente de nossos dias.

B. Transmissão transcultural de mandamentos bíblicos.

1. Discernir tão exatamente quanto possível o princípio por trás da ordem.

2. Discernir se o princípio é transcultural ou cultural, me­diante exame do motivo dado para o princípio.

3. Se um princípio é transcultural, determinar se a mesma aplicado comportamental expressa ou não o princípio tão adequada e exatamente quanto o bíblico.

4. Se a expressão comportamental de um princípio deve ser mudada, proponha um equivalente cultural que expresse o princípio divino por trás do mandamento primitivo.

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